Bloc Note Personnalisable Gratuit

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Recadinho do dia


O melhor site de GIFs!


Calendário 2011




segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

amo alfabetização

FRASE DO DIA

" Derrotado não é a pessoa que luta e perde.
Mas sim a pessoa que perde sem lutar"
                                                      
                                                   DICA DE LEITURA

 

100 EXERCÍCIOS DE PONTUAÇÃO.

PONTUAÇÃO

1. (IBGE) Assinale a opção que apresenta erro de pontuação:

a. Sem reforma, social, as desigualdades entre as cidades brasileiras, crescerão sempre...

b. No Brasil, a diferença social é motivo de constante preocupação.

c. O candidato que chegou atrasado fez um ótimo teste no IBGE.

d. Tenho esperanças, pois a situação econômica não demora a mudar.

e. Ainda não houve tempo, mas, em breve, as providências serão tomadas.



2. (IBGE) Assinale a seqüência correta dos sinais de pontuação que devem ser usados nas lacunas da frase abaixo. Não cabendo qualquer sinal, O indicará essa inexistência: Aos poucos .... a necessidade de mão-de-obra foi aumentando .... tornando-se necessária a abertura dos portos .... para uma outra população de trabalhadores ..... os imigrantes.

a) O - ponto e vírgula - vírgula - vírgula

b) O - O - dois pontos - vírgula

c) vírgula, vírgula - O - dois pontos

d) vírgula - ponto e vírgula - O - dois pontos

e) vírgula - dois pontos - vírgula - vírgula



3. (IBGE) Assinale a seqüência correta dos sinais de pontuação que devem preencher as lacunas da frase abaixo. Não havendo sinal, O indicará essa inexistência. Na época da colonização ..... os negros e os indígenas escravizados pelos brancos ..... reagiram ..... indiscutivelmente ..... de forma diferente.

a) O - O - vírgula - vírgula

b) O - dois pontos - O - vírgula

c) O - dois pontos - vírgula - vírgula

d) vírgula - vírgula - O - O

e) vírgula - O - vírgula - vírgula



4. (ABC-SP) Assinale a alternativa cuja frase está corretamente pontuada:

a) O sol que é uma estrela, é o centro do nosso sistema planetário.

b) Ele, modestamente se retirou.

c) Você pretende cursar Medicina; ela, Odontologia.

d) Confessou-lhe tudo; ciúme, ódio, inveja.

e) Estas cidades se constituem, na maior parte de imigrantes alemães.



5. (BB) "Os textos são bons e entre outras coisas demonstram que há criatividade". Cabem no máximo:

a) 3 vírgulas d) 1 vírgula

b) 4 vírgulas e) 5 vírgulas

c) 2 vírgulas



6. (CESGRANRIO) Assinale o texto de pontuação correta:

a. Não sei se disse, que, isto se passava, em casa de uma comadre, minha avó.

b. Eu tinha, o juízo fraco, e em vão tentava emendar-me: provocava risos, muxoxos, palavrões.

c. A estes, porém, o mais que pode acontecer é que se riam deles os outros, sem que este riso os impeça de conservar as suas roupas e o seu calçado.

d. Na civilização e na fraqueza ia para onde me impeliam muito dócil muito leve, como os pedaços da carta de ABC, triturados soltos no ar.

e. Conduziram-me à rua da Conceição, mas só mais tarde notei, que me achava lá, numa sala pequena.



7. (TTN) Das redações abaixo, assinale a que não está pontuada corretamente:

a. Os candidatos, em fila, aguardavam ansiosos o resultado do concurso.

b. Em fila, os candidatos, aguardavam, ansiosos, o resultado do concurso.

c. Ansiosos, os candidatos aguardavam, em fila, o resultado do concurso.

d. Os candidatos ansiosos aguardavam o resultado do concurso, em fila.

e. Os candidatos, aguardavam ansiosos, em fila, o resultado do concurso.



(CARLOS CHAGAS-BA) Instruções para as questões de números 8 e 9: Os períodos abaixo apresentam diferenças de pontuação, assinale a letra que corresponde ao período de pontuação correta:



8.

a. Pouco depois, quando chegaram, outras pessoas a reunião ficou mais animada.

b. Pouco depois quando chegaram outras pessoas a reunião ficou mais animada.

c. Pouco depois, quando chegaram outras pessoas, a reunião ficou mais animada.

d. Pouco depois quando chegaram outras pessoas a reunião, ficou mais animada.

e. Pouco depois quando chegaram outras pessoas a reunião ficou, mais animada.



9.

a) Precisando de mim procure-me; ou melhor telefone que eu venho.

b) Precisando de mim procure-me, ou, melhor telefone que eu venho.

c) Precisando, de mim, procure-me ou melhor, telefone, que eu venho.

d) Precisando de mim, procure-me; ou melhor, telefone, que eu venho.

e) Precisando, de mim, procure-me ou, melhor telefone que eu venho.



10. (SANTA CASA) Os períodos abaixo apresentam diferenças de pontuação. Assinale a letra que corresponde ao período de pontuação correta:

a) José dos Santos paulista, 23 anos vive no Rio.

b) José dos Santos paulista 23 anos, vive no Rio.

c) José dos Santos, paulista 23 anos, vive no Rio.

d) José dos Santos, paulista 23 anos vive, no Rio.

e) José dos Santos, paulista, 23 anos, vive no Rio.



11. (PUC-RS) A alternativa com pontuação correta é:

a. Tenha cuidado, ao parafrasear o que ouvir. Nossa capacidade de retenção é variável e muitas vezes inconscientemente, deturpamos o que ouvimos.

b. Tenha cuidado ao parafrasear o que ouvir: nossa capacidade de retenção é variável e, muitas vezes, inconscientemente, deturpamos o que ouvimos.

c. Tenha cuidado, ao parafrasear o que ouvir! Nossa capacidade de retenção é variável e muitas vezes inconscientemente, deturpamos o que ouvimos.

d. Tenha cuidado ao parafrasear o que ouvir; nossa capacidade de retenção, é variável e - muitas vezes inconscientemente, deturpamos o que ouvimos.

e. Tenha cuidado, ao parafrasear o que ouvir. Nossa capacidade de retenção é variável - e muitas vezes inconscientemente - deturpamos, o que ouvimos.



(CESCEM) Nas questões 12 a 24, os períodos foram pontuados de cinco formas diferentes. Leia-os todos e assinale a letra que corresponde ao período de pontuação correta:



12.

a. Entra a propósito, disse Alves, o seu moleque, conhece pouco os deveres da hospitalidade.

b. Entra a propósito disse Alves, o seu moleque conhece pouco os deveres da hospitalidade.

c. Entra a propósito, disse Alves o seu moleque conhece pouco os deveres da hospitalidade.

d. Entra a propósito, disse Alves, o seu moleque conhece pouco os deveres da hospitalidade.

e. Entra a propósito, disse Alves, o seu moleque conhece pouco, os deveres da hospitalidade.



13.

a. Prima faça calar titio suplicou o moço, com um leve sorriso que imediatamente se lhe apagou.

b. Prima, faça calar titio, suplicou o moço com um leve sorriso que imediatamente se lhe apagou.

c. Prima faça calar titio, suplicou o moço com um leve sorriso que imediatamente se lhe apagou.

d. Prima, faça calar titio suplicou o moço com um leve sorriso que imediatamente se lhe apagou.

e. Prima faça calar titio, suplicou o moço com um leve sorriso que, imediatamente se lhe apagou.



14.

a. Era um homem de quarenta e cinco anos, baixo, meio gordo, fisionomia insinuante, destas que mesmo sérias, trazem impresso constante sorriso.

b. Era um homem de quarenta e cinco anos, baixo, meio gordo, fisionomia insinuante, destas que mesmo sérias trazem, impresso constante sorriso.

c. Era um homem de quarenta e cinco anos, baixo, meio gordo, fisionomia insinuante, destas que, mesmo sérias, trazem impresso, constante sorriso.

d. Era um homem de quarenta e cinco anos, baixo, meio gordo, fisionomia insinuante, destas que, mesmo sérias trazem impresso constante sorriso.

e. Era um homem de quarenta e cinco anos, baixo, meio gordo, fisionomia insinuante, destas que, mesmo sérias, trazem impresso constante sorriso.



15.

a. Deixo ao leitor calcular quanta paixão a bela viúva, empregou na execução do canto.

b. Deixo ao leitor calcular quanta paixão a bela viúva empregou na execução do canto.

c. Deixo ao leitor calcular quanta paixão, a bela viúva, empregou na execução do canto.

d. Deixo ao leitor calcular, quanta paixão a bela viúva, empregou na execução do canto.

e. Deixo ao leitor, calcular quanta paixão a bela viúva, empregou na execução do canto.



16.

a. Bem te dizia eu, que não iriam a bons resultados as tuas paixões simuladas.

b. Bem te dizia eu que, não iriam a bons resultados as tuas paixões simuladas.

c. Bem te dizia eu que não iriam a bons resultados, as tuas paixões simuladas.

d. Bem te dizia eu que não iriam, a bons resultados as tuas paixões simuladas.

e. Bem te dizia eu que não iriam a bons resultados as tuas paixões simuladas.



17.

a. Eram frustradas, insatisfeitas; além disso, seus conhecimentos eram duvidosos.

b. Eram frustradas, insatisfeitas, além disso seus conhecimentos eram duvidosos.

c. Eram frustradas; insatisfeitas: além disso, seus conhecimentos eram duvidosos.

d. Eram frustradas, insatisfeitas; além disso, seus conhecimentos eram duvidosos.

e. Eram frustradas, insatisfeitas, além disso, seus conhecimentos eram duvidosos.



18.

a. Escancarou-as, finalmente; mas a porta, se assim podemos chamar ao coração, essa estava trancada e retrancada.

b. Escancarou-as finalmente; mas, a porta se assim podemos chamar ao coração, essa estava trancada e retrancada.

c. Escancarou-as, finalmente; mas a porta se assim podemos chamar ao coração, essa estava trancada, retrancada.

d. Escancarou-as finalmente; mas a porta, se assim podemos chamar ao coração, essa estava trancada e, retrancada.

e. Escancarou-as finalmente, a porta, se assim podemos chamar ao coração, essa estava trancada e retrancada.



19.

a. E, tornou a olhar para a rua, inclinando-se, sorrindo enquanto na sala o pai continuava a guiar o Rubião para a porta, sem violência, mas tenaz.

b. E tornou a olhar para a rua inclinando-se, sorrindo, enquanto na sala, o pai continuava a guiar o Rubião para a porta, sem violência, mas tenaz.

c. E tornou a olhar para a rua, inclinando-se, sorrindo, enquanto na sala o pai continuava a guiar o Rubião para a porta, sem violência, mas tenaz.

d. E tornou a olhar para a rua, inclinando-se, sorrindo, enquanto na sala o pai continuava a guiar o Rubião para a porta, sem violência, mas, tenaz.

e. E tornou a olhar para a rua, inclinando-se, sorrindo, enquanto, na sala o pai continuava a guiar o Rubião para a porta sem violência, mas tenaz.



20.

a) Esqueceu-me apresentar-lhe, minha mulher, acudiu, Cristiano.

b) Esqueceu-me, apresentar-lhe minha mulher, acudiu Cristiano.

c) Esqueceu-me, apresentar-lhe: minha mulher acudiu Cristiano.

d) Esqueceu-me apresentar-lhe minha mulher, acudiu Cristiano.

e) Esqueceu-me, apresentar-lhe; minha mulher acudiu, Cristiano.



21.

a. Em suma poderia haver algumas atenções, mas, não devia um real ninguém.

b. Em suma, poderia dever algumas atenções, mas não devia um real ninguém.

c. Em suma poderia dever algumas atenções, mas não devia um real a ninguém.

d. Em suma poderia dever, algumas atenções, mas não devia um real a ninguém.

e. Em suma, poderia dever, algumas atenções, mas, não devia um real a ninguém.



22.

a. A velhice ridícula é, porventura, a mais triste e derradeira surpresa da natureza humana.

b. A velhice ridícula é porventura a mais triste e, derradeira surpresa da natureza humana.

c. A velhice ridícula é, porventura a mais triste, e derradeira surpresa da natureza humana.

d. A velhice ridícula é porventura, a mais triste e, derradeira surpresa da natureza humana.

e. A velhice ridícula é, porventura, a mais triste e, derradeira surpresa da natureza humana.



23.

a. Um deles muito menor, que todos, apegava-se às calças de outro taludo.

b. Um deles, muito menor que todos, apegava-se às calças de outro, taludo.

c. Um deles, muito menor que todos apegava-se, às calças de outro, taludo.

d. Um deles - muito menor - que todos, apegava-se às calças de outro taludo.

e. Um deles muito menor que todos, apegava-se, às calças de outro taludo.



24.

a) Ensina-o a, converter cada espinho, em flor.

b) Ensina-o, a converter, cada espinho em flor.

c) Ensina-o a converter, cada espinho em flor.

d) Ensina-o, a converter cada espinho, em flor.

e) Ensina-o a converter cada espinho em flor





(CARLOS CHAGAS-SP) Instruções para os exercícios de 25 a 28.

Os períodos abaixo apresentam diferenças de pontuação. Assinale a letra que corresponde ao período de pontuação correta:



25. a) Hoje, eu daria o mesmo conselho, menos doutrina e, mais análise.

b) Hoje eu daria o mesmo conselho: menos doutrina e mais análise.

c) Hoje, eu, daria o mesmo conselho, menos doutrina e mais análise.

d) Hoje eu daria o mesmo conselho menos doutrina e mais análise.

e) Hoje eu, daria o mesmo conselho: menos doutrina, e, mais análise.



26. a) Precisando de meu auxílio por favor não hesite em chamar-me.

b) Precisando, de meu auxílio, por favor não hesite em chamar-me.

c) Precisando de meu auxílio, por favor, não hesite em chamar-me.

d) Precisando de meu auxílio por favor não hesite, em chamar-me.

e) Precisando, de meu auxílio por favor, não hesite, em chamar-me.



27. a) Cada qual tem o ar que Deus lhe deu.

b) Cada qual, tem o ar que Deus, lhe deu.

c) Cada qual, tem o ar, que Deus lhe deu.

d) Cada qual tem o ar, que Deus, lhe deu.

e) Cada qual tem, o ar que Deus lhe deu.



28. a) Apesar de toda a atenção o fato passou despercebido a todos.

b) Apesar de, toda a atenção, o fato, passou despercebido a todos.

c) Apesar de, toda a atenção o fato passou, despercebido a todos.

d) Apesar de toda a atenção o fato, passou despercebido, a todos.

e) Apesar de toda a atenção, o fato passou despercebido a todos.



29. (FUVEST) Assinale a alternativa em que o texto está pontuado corretamente:

a. Matias, cônego honorário e pregador efetivo, estava compondo um sermão quando começou o idílio psíquico.

b. Matias cônego honorário, e pregador efetivo estava compondo um sermão quando começou o idílio psíquico.

c. Matias, cônego honorário e pregador efetivo, estava compondo um sermão, quando começou o idílio psíquico.

d. Matias cônego honorário e pregador efetivo, estava compondo um sermão, quando começou, o idílio psíquico.

e. Matias, cônego honorário e, pregador efetivo, estava compondo um sermão quando começou o idílio psíquico.



30. (FUVEST) Assinale o período que está pontuado corretamente:

a. Solicitamos aos candidatos que respondam às perguntas a seguir, importantes para efeito de pesquisas relativas aos vestibulares.

b. Solicitamos aos candidatos, que respondam, às perguntas a seguir importantes para efeito de pesquisas relativas aos vestibulares.

c. Solicitamos aos candidatos, que respondam às perguntas, a seguir importantes para efeito de pesquisas relativas aos vestibulares.

d. Solicitamos, aos candidatos que respondam às perguntas a seguir importantes para efeito de pesquisas relativas aos vestibulares.

e. Solicitamos aos candidatos, que respondam às perguntas, a seguir, importantes para efeito de pesquisas relativas aos vestibulares.



31. (FUVEST) Assinale a alternativa em que o texto esteja corretamente pontuado:

a. Enquanto eu fazia comigo mesmo aquela reflexão, entrou na loja um sujeito baixo sem chapéu trazendo pela mão, uma menina de quatro anos.

b. Enquanto eu fazia comigo mesmo aquela reflexão, entrou na loja, um sujeito, baixo, sem chapéu, trazendo pela mão, uma menina de quatro anos.

c. Enquanto eu fazia comigo mesmo aquela reflexão, entrou na loja um sujeito baixo, sem chapéu, trazendo pela mão uma menina de quatro anos.

d. Enquanto eu, fazia comigo mesmo, aquela reflexão, entrou na loja um sujeito baixo sem chapéu, trazendo pela mão uma menina de quatro anos.

e. Enquanto eu fazia comigo mesmo, aquela reflexão, entrou na loja, um sujeito baixo, sem chapéu trazendo, pela mão, uma menina de quatro anos.



32. (UF SÃO CARLOS) Assinale a correta:

a. O fogo, está apagado; defendeu-se a moça; mas, o almoço está pronto.

b. O fogo está apagado, defendeu-se a moça. Mas, o almoço, está pronto.

c. O fogo está apagado... defendeu-se, a moça; mas o almoço está pronto.

d. O fogo está apagado? Defendeu-se a moça. Mas o almoço, está pronto.

e. O fogo está apagado - defendeu-se a moça. Mas o almoço está pronto.



33. (PUCC) Observe as frases:

I - Ele foi, logo eu não fui;

II - O menino, disse ele, não vai;

III - Deus, que é Pai, não nos abandona;

IV - Saindo ele e os demais, os meninos ficarão sós. Assinale a afirmativa correta:

a) Em I há erro de pontuação

b) Em II e III as vírgulas podem ser retiradas sem que haja erro.

c) Na I, se se mudar a vírgula de posição, muda-se o sentido da frase

d) Na II, faltam dois pontos depois de disse

e) n.d.a



34. (CESGRANRIO) Assinale a opção em que está corretamente indicada a ordem dos sinais de pontuação que devem preencher as lacunas da frase ao lado: Quando se trata de trabalho científico - duas coisas devem ser consideradas - uma é a contribuição que o trabalho oferece - a outra é o valor prático que possa ter.

a) dois pontos, ponto e vírgula, ponto e vírgula

b) dois pontos, vírgula, ponto e vírgula

c) vírgula, dois pontos, ponto e vírgula

d) ponto e vírgula, dois pontos, ponto e vírgula

e) ponto e vírgula, vírgula e vírgula



35. (FUVEST) Assinale a alternativa em que o período proposto está corretamente pontuado:

a. Neste ponto viúva amiga, é natural que lhe perguntes, a propósito da Inglaterra como é que se explica, a vitória eleitoral de Gladstone.

b. Neste ponto, viúva amiga, é natural que lhe perguntes, a propósito da Inglaterra, como é que se explica a vitória eleitoral de Gladstone.

c. Neste ponto, viúva amiga é natural que, lhe perguntes a propósito da Inglaterra, como é que se explica a vitória eleitoral, de Gladstone?

d. Neste ponto, viúva amiga, é natural, que lhe perguntes a propósito da Inglaterra, como é que, se explica a vitória eleitoral de Gladstone.

e. Neste ponto viúva amiga, é natural que lhe perguntes a propósito da Inglaterra como é, que se explica, a vitória eleitoral de Gladstone?



36. (FUVEST) Escolha a alternativa em que o texto é apresentado com a pontuação mais adequada:

a. Depois que há algumas gerações, o arsênico deixou de ser vendido, em farmácias, não diminuíram os casos de suicídio, ou envenenamento criminoso, mas aumentou - e quanto ... o número de ratos.

b. Depois que há algumas gerações o arsênico, deixou de ser vendido em farmácias, não diminuíram os casos de suicídio ou envenenamento criminoso, mas aumentou: e quanto o número de ratos.

c. Depois que, há algumas gerações, o arsênico deixou de ser vendido em farmácias, não diminuíram os casos de suicídio ou envenenamento criminoso, mas aumentou, e quanto - o número de ratos.

d. Depois que há algumas gerações o arsênico deixou de ser vendido em farmácias, não diminuíram os casos de - suicídio ou envenenamento criminoso, mas aumentou, e quanto - o número de ratos.

e. Depois que, há algumas gerações o arsênico deixou de ser vendido em farmácias, não diminuíram os casos de suicídio ou envenenamento criminoso, mas aumentou; e quanto, o número de ratos.



(CARLOS CHAGAS-SP) Instruções para os exercícios de 37 a 47. Os períodos abaixo apresentam diferenças de pontuação. Assinale a letra que corresponde ao período de pontuação correta:



37.

a. Quem foi, que me disse, que o Pedro estava à procura, de uma gramática de alemão?

b. Quem foi que, me disse, que o Pedro, estava à procura de uma gramática, de alemão?

c. Quem foi que, me disse que o Pedro estava à procura de uma gramática de alemão?

d. Quem foi que me disse que o Pedro estava à procura de uma gramática de alemão?

e. Quem foi, que me disse que o Pedro, estava à procura de uma gramática, de alemão?



38. a) Cada qual, busca a salvar-se , a si próprio.

b) Cada qual busca, a salvar-se a si próprio.

c) Cada qual, busca a salvar-se a si, próprio.

d) Cada qual busca, a salvar-se, a si próprio.

e) Cada qual busca a salvar-se a si próprio.



39.

a. Justamente no momento em que as coisas iam melhorar, ele pôs tudo a perder.

b. Justamente no momento em que as coisas iam melhorar, ele pôs tudo, a perder.

c. Justamente, no momento, em que as coisas iam melhorar, ele pôs tudo a perder.

d. Justamente no momento, em que as coisas iam melhorar, ele pôs tudo, a perder.

e. Justamente, no momento em que as coisas iam melhorar ele pôs tudo, a perder.



40. a) Prezados colegas deixemos agora a boa conversa, de lado!

b) Prezados colegas deixemos agora, a boa conversa de lado!

c) Prezados colegas, deixemos agora, a boa conversa de lado!

d) Prezados colegas deixemos agora a boa conversa de lado!

e) Prezados colegas, deixemos agora a boa conversa de lado!



41.

a. O assunto do romance: é o naufrágio, do navio no mar encapelado, o tema a força, trágica, do destino.

b. O assunto do romance é o naufrágio do navio no mar encapelado; o tema, a força trágica do destino.

c. O assunto do romance é, o naufrágio do navio, no mar encapelado, o tema a força trágica do destino.

d. O assunto do romance é o naufrágio do navio no mar encapelado; o tema a força, trágica do destino.

e. O assunto do romance é, o naufrágio do navio, no mar encapelado; o tema a força trágica do destino.



42. a) Tu meu amigo, se não me engano, estás atrasado.

b) Tu meu amigo se não me engano, estás atrasado.

c) Tu, meu amigo se não me engano estás atrasado.

d) Tu meu amigo, se não me engano estás atrasado.

e) Tu, meu amigo, se não me engano, estás atrasado.



43. a) Imagine, comadre quem é que morreu?

b) Imagine comadre, quem é que morreu?

c) Imagine comadre, quem é, que morreu?

d) Imagine, comadre, quem é que morreu?

e) Imagine comadre quem é, que morreu?



44.

a. Quase todos procediam da Prússia Oriental, da Pomerânia; havia porém, alguns que vinham do Reno.

b. Quase todos, procediam da Prússia Oriental da Pomerânia; havia porém alguns que vinham do Reno.

c. Quase todos, procediam da Prússia Oriental, da Pomerânia, havia porém, alguns que vinham do Reno.

d. Quase todos procediam da Prússia Oriental, da Pomerânia; havia, porém, alguns que vinham do Reno.

e. Quase todos procediam da Prússia Oriental; da Pomerânia havia, porém, alguns, que vinham do Reno.



45. a) Tantos fatos agradáveis, guardo-os a todos na memória.

b) Tantos fatos agradáveis guardo-os a todos na memória.

c) Tantos fatos agradáveis, guardo-os, a todos na memória.

d) Tantos fatos, agradáveis, guardo-os, a todos na memória.

e) Tantos fatos, agradáveis guardo-os, a todos na memória.



46. a) Ainda não sabemos quando se realizarão as provas.

b) Ainda não sabemos, quando se realizarão as provas.

c) Ainda, não sabemos quando, se realizarão, as provas.

d) Ainda não sabemos, quando se realizarão, as provas.

e) Ainda não sabemos, quando, se realizarão as provas.



47.

a. E, palavra, no caso desta última, senti profundamente o que aconteceu.

b. E palavra, no caso, desta última senti, profundamente o que aconteceu.

c. E palavra no caso desta última: senti profundamente, o que aconteceu.

d. E, palavra, no caso desta última senti profundamente o que, aconteceu.

e. E palavra: no caso desta última senti, profundamente o que aconteceu.



48. (CESCEM) Assinale a alternativa em que ocorre erro de pontuação:

a) Cada livro, dele de parte, o estilo traz uma novidade.

b) Cada livro dele, de parte o estilo traz, uma novidade.

c) Cada livro, dele de parte, o estilo, traz uma novidade.

d) Cada livro, dele, de parte, o estilo traz uma novidade.

e) Cada livro dele, de parte o estilo, traz uma novidade.



49. (CESCEM) Assinale a letra que corresponde ao período de pontuação correta:

a) A questão, porém, não é de pão, é de manteiga.

b) A questão porém, não é de pão é de manteiga.

c) A questão, porém, não é de pão é de manteiga.

d) A questão porém não é de pão, é de manteiga.

e) A questão, porém não é de pão, é de manteiga.



50. (FAU-SANTOS) Terminada a aula, o professor Jacinto, dirigindo-se à classe, disse: "Todos deverão trazer dicionário na próxima aula." No texto, as aspas foram colocadas:

a) para enfatizar a necessidade do dicionário.

b) porque a oração entre aspas vem depois dos dois pontos.

c) porque os componentes da frase estão em ordem inversa.

d) para sugerir que a falta do dicionário será prejudicial aos alunos.

e) para iniciar uma citação.



51. (FUND. LUSÍADA) Assinale a frase de pontuação errada:

a) José, venha cá.

b) Paulo, o mais moço da família, é o mais esperto.

c) Ao acabar as aulas, os alunos se retiraram.

d) Os professores, os alunos, o diretor e os funcionários saíram.

e) São Paulo 22 de março de 1952.



52. (FUVEST) Assinale a alternativa que está com a pontuação correta:

a. Citando o dito da rainha de Navarra, ocorre-me que entre o nosso povo, quando uma pessoa vê outra pessoa arrufada, costuma perguntar-lhe: "Gentes, quem matou seus cachorrinhos?"

b. Citando o dito, da rainha de Navarra, ocorre-me que entre o nosso povo quando, uma pessoa vê outra arrufada costuma perguntar-lhe: "Gentes, quem matou seus cachorrinhos?"

c. Citando, o dito da rainha de Navarra, ocorre-me que entre o nosso povo, quando uma pessoa vê outra pessoa arrufada costuma perguntar-lhe: "Gentes quem matou seus cachorrinhos?"

d. Citando o dito da rainha de Navarra, ocorre-me que entre o nosso povo, quando uma pessoa vê outra pessoa arrufada, costuma perguntar-lhe: "Gentes quem matou seus cachorrinhos?"

e. Citando o dito, a rainha de Navarra, ocorre-me, que, entre o nosso povo, quando uma pessoa, vê outra arrufada, costuma perguntar-lhe: "Gentes, quem matou seus cachorrinhos?"



53. (FUVEST) Aponte a alternativa pontuada corretamente:

a) Com as graças de Deus vou indo mestre José Amaro!

b) Com as graças de Deus, vou indo mestre José Amaro!

c) Com as graças de Deus, vou indo, mestre José Amaro!

d) Com as graças de Deus vou indo, mestre José Amaro!

e) Com as graças, de Deus, vou indo mestre, José Amaro!



54. (FMU) Assinale a alternativa que contenha emprego incorreto da vírgula:

a. Arrumou as malas, saiu, lançou-se na vida.

b. Os visados éramos nós, e eles foram violentamente torturados.

c. Eu contesto, a justiça que mata.

d. Preciso ouvir, disse o velho ao menino, a causa desse ressentimento.

e. O período consta de dez orações, porque esse é o número exato de verbos.



55. (FMU) Em "A menina, conforme as ordens recebidas, estudou":

a) há erro na colocação das vírgulas

b) a primeira vírgula deve ser omitida

c) a segunda vírgula deve ser omitida

d) a forma de colocação das vírgulas está correta

e) n.d.a



56. (CESGRANRIO) Das seguintes redações, assinale a que não está pontuada corretamente:

a) Os meninos, inquietos, esperavam o resultado do pedido.

b) Inquietos, os meninos esperavam o resultado do pedido.

c) Os meninos esperavam, inquietos, o resultado do pedido.

d) Os meninos inquietos esperavam o resultado do pedido.

e) Os meninos, esperavam inquietos, o resultado do pedido.



57. (CARLOS CHAGAS-PR) Assinale a alternativa em que o texto está corretamente pontuado:

a) Bem te dizia eu, que não iriam a bons resultados as tuas paixões.

b) Bem te dizia eu que, não iriam a bons resultados as tuas paixões.

c) Bem te dizia eu que não iriam a bons resultados, as tuas paixões.

d) Bem te dizia eu que não iriam a bons resultados as tuas paixões.

e) Bem te dizia eu que não iriam, a bons resultados as tuas paixões.



58. (CARLOS CHAGAS-PR) Assinale o período de pontuação correta:

a. Se alguém vier com perguntas a que você não sabe responder, será mais honesto dizer que vai estudar o assunto.

b. Se alguém, vier com perguntas a que você não sabe, responder, será mais honesto dizer que vai estudar o assunto.

c. Se alguém vier, com perguntas a que você não sabe responder será, mais honesto, dizer que vai estudar o assunto.

d. Se, alguém vier com perguntas, a que você não sabe responder, será, mais honesto, dizer que vai estudar o assunto.

e. Se alguém vier com perguntas a que, você não sabe responder, será mais honesto dizer, que vai estudar o assunto.



59. (CARLOS CHAGAS-PR) Aponte a alternativa pontuada corretamente:

a. Como explicar, que as estruturas lógicas se tornam necessárias, num dado nível?

b. Como explicar, que as estruturas lógicas se tornam necessárias num dado nível?

c. Como explicar, que as estruturas lógicas, se tornam necessárias num dado nível?

d. Como explicar que as estruturas lógicas se tornam necessárias num dado nível?

e. Como explicar que as estruturas lógicas, se tornam necessárias num dado nível?



60. (UF-RS) Assinale o texto de pontuação correta:

a) Eu, posto que creia no bem não sou daqueles que negam o mal.

b) Eu, posto que creia, no bem, não sou daqueles, que negam, o mal.

c) Eu, posto que creia, no bem, não sou daqueles, que negam o mal.

d) Eu, posto que creia no bem, não sou daqueles que negam o mal.

e) Eu, posto que creia no bem, não sou daqueles, que negam o mal.



61. (CARLOS CHAGAS-BA) Assinale o período de pontuação correta:

a. As folhas amarelecidas durante o outono, estão caídas ao pé, da árvore.

b. As folhas amarelecidas durante o outono estão caídas ao pé da árvore.

c. As folhas, amarelecidas durante o outono estão caídas, ao pé da árvore.

d. As folhas amarelecidas durante, o outono estão caídas, ao pé da árvore.

e. As folhas, amarelecidas durante, o outono, estão caídas ao pé da árvore.



62. (AFTN) Indique o trecho que apresenta erro quanto ao emprego dos sinais de pontuação:

a. "Interferências demagógicas de governos, levaram o Sistema Brasileiro de Habitação à falência em que hoje se encontra." (Folha de São Paulo, 05/10/89, p. A-4).

b. "Mas a disputa pelos direitos do livro - a ser editado no Brasil, evidentemente, pela Marco Zero, da qual Márcio de Souza é diretor - apenas começou." (Leia, agosto / 89, p. 14)

c. "O convite veio de Jofre Rodrigues, sócio principal da produtora J. N. Filmes. Assim que a notícia foi divulgada na Europa, editoras alemãs, francesas e americanas começaram a assediar o agente literário Thomas Colchio, que responde pelo escritor brasileiro na França." (Leia, agosto / 94, p. 14).

d. "Ao lado da disputa pelos direitos de filmagem da vida do líder seringueiro Chico Mendes, arma-se uma outra briga: o alvo, agora, é o argumento do filme, que será escrito pelo romancista amazonense Márcio de Souza." (Leia, agosto / 94, p. 14).

e. "O bom humor voltou à vida de Arraes depois do encontro com Brizola na semana passada. Exatamente o que conversaram os dois políticos ninguém sabe." (Folha de São Paulo, 05/10/89, p. A-4).



63. (FCMSC-SP) Assinale o período de pontuação correta:

a) Embora soubessem quem era não abriram a porta.

b) Embora soubessem quem era, não abriram a porta.

c) Embora, soubessem quem era, não abriram, a porta.

d) Embora soubessem, quem era, não abriram a porta.

e) Embora, soubessem quem era não abriram, a porta.



64. (FCMSC-SP) Os períodos seguintes apresentam diferenças de pontuação. Assinale a letra que corresponde ao período de pontuação correta:

a. Entreguei àquele rapaz, o filho do farmacêutico, a receita que, devia ser aviada.

b. Entreguei àquele rapaz, o filho do farmacêutico - a receita, que devia ser, aviada.

c. Entreguei àquele rapaz, o filho do farmacêutico, a receita que devia ser aviada.

d. Entreguei àquele rapaz o filho do farmacêutico, a receita que devia ser aviada.

e. Entreguei àquele rapaz - o filho do farmacêutico, a receita que devia, ser aviada.



65. (UF-MT) Os períodos seguintes apresentam diferença de pontuação. Assinale a letra que corresponde ao período de pontuação correta:

a) O sinal, estava fechado; os carros, porém não paravam.

b) O sinal, estava fechado: os carros porém, não paravam.

c) O sinal estava fechado; os carros porém, não paravam.

d) O sinal estava fechado: os carros porém não paravam.

e) O sinal estava fechado; os carros, porém, não paravam.



66. (PUC) Os períodos seguintes apresentam diferenças de pontuação. Assinale a letra que corresponde ao período de pontuação correta:

a. A enorme expansão demográfica, que começou no século XVIII, surge a mim etnólogo como um fenômeno capital.

b. A enorme expansão demográfica que começou no século XVIII surge a mim etnólogo como um fenômeno capital.

c. A enorme expansão demográfica, que começou no século XVIII, surge a mim, etnólogo, como um fenômeno capital.

d. A enorme expansão demográfica, que começou no século XVIII surge a mim etnólogo como um fenômeno capital.

e. n.d.a



67. (ETF-SP) Os períodos seguintes apresentam diferenças de pontuação. Assinale a letra que corresponde ao período de pontuação correta:

a) Nada compramos pois, a loja ainda, estava fechada.

b) Nada compramos; pois, a loja ainda estava fechada.

c) Nada compramos, pois a loja ainda estava fechada.

d) Nada compramos pois a loja ainda estava fechada.

e) Nada compramos, pois, a loja, ainda, estava fechada.



68. (ETF-SP) Os períodos seguintes apresentam diferenças de pontuação. Assinale a letra que corresponde ao período de pontuação correta:

a) Quando todos chegarem iniciaremos a sessão.

b) Quando, todos, chegarem iniciaremos a sessão.

c) Quando todos chegarem iniciaremos, a sessão.

d) Quando todos chegarem, iniciaremos a sessão.

e) Quando todos chegarem, iniciaremos, a sessão.



69. (TTN) Identifique o trecho em que algum sinal de pontuação não foi corretamente empregado:

a. Sócrates tem consigo, a seu lado, o que, primeiro, antes dos outros, ele mesmo chamou o seu demônio.

b. E, assim, nos seus momentos de hesitação e incertezas, era "a voz divina" (expressão sua) que lhe falava, onde ia achar novamente a segurança.

c. Freqüentemente, ó paradoxo! a voz o aconselhava a abstenção e não a ação.

d. E Nietzsche: Nessa natureza anormal, a sabedoria instintiva só se manifesta quando é para opor-se ao conhecimento consciente.

e. Se, em todos os homens produtivos o instinto, é uma força afirmativa e criadora, e a consciência crítica e negativa, em Sócrates, o instinto é crítico e a consciência uma afirmação. (Mário Pedrosa, com modificações)



70. (BANESPA) Assinale a alternativa em que a pontuação do período é incorreta:

a) Só te peço isto: que não demores.

b) A raposa, que é matreira, enganou o corvo.

c) Mal ele entrou, todos se retiraram.

d) A cartomante fez uma só previsão; que ele ainda seria feliz.

e) Pensei que não mais virias.



71. (ESAF) Assinale a frase correta quanto à pontuação:

a. O parágrafo único do artigo 37, também trata da isenção do imposto em caso semelhante ao estudado.

b. A mãe do soldado implorara piedade, confidenciou-me o tenente; o general porém, mandou executar a sentença.

c. Eu para não ser indiscreto, retirei-me calmamente da sala, quando percebi que o assunto era confidencial.

d. Embora o doente não corresse mais perigo, os médicos resolveram mantê-lo em observação durante doze horas.

e. É alentador, o que os indicadores econômicos demonstram: uma retomada do desenvolvimento em São Paulo, o maior parque industrial brasileiro.



72. (FARIAS BRITO) "Mas não me engano: a beleza dessa face, (1) oculta sombras traiçoeiras. Em todo caso, (2) sugiro a igreja de Itaipu para a cerimônia, (3) velha de mais de duzentos anos, (4) e que se eleva serenamente no alto de uma colina. Perto dela, (5) tudo parece mais duradouro." (Lúcio Cardoso: Diário) Uma das vírgulas (,) desse texto foi empregada de forma não aconselhável, pois separa o termo regente do regido. Essa vírgula é:

a) 5 d) 2

b) 4 e) 1

c) 3



73. (TRE-RJ) Há erro de pontuação em:

a. "O jeito não é uma instituição legal nem ilegal: é ‘paralegal’."

b. "Estes se governam por relações voluntarísticas; aqueles, por fórmulas impositivas."

c. "O que nos leva ora à solução elegante e proveitosa - para os juristas - da mudança da Constituição, ora a interregnos deselegantes de ditaduras inconstitucionais."

d. "A curto prazo, entretanto, pode gerar intolerável tensão institucional, que não fora a válvula de escape do jeito, arriscaria perturbar o funcionamento da sociedade."

e. Mas, forçoso é reconhecer, que há raízes sociológicas mais profundas."



74. (FAAP) Assinale a opção que contenha o texto pontuado corretamente:

a. No inverno através dos vidros ele vê a trama dos finos galhos negros.

b. No inverno através dos vidros, ele vê, a trama dos finos galhos negros.

c. No inverno através dos vidros ele vê: a trama dos finos galhos, negros.

d. No inverno, através dos vidros, ele vê, a trama, dos finos galhos negros.

e. No inverno, através dos vidros, ele vê a trama dos finos galhos negros.



(SANTA CASA) Nas questões 75 e 76, assinale a questão que contenha o texto pontuado corretamente:



75.

a. Precisando de um pequeno empréstimo procurou Carlão seu velho amigo.

b. Precisando, de um pequeno empréstimo, procurou, Carlão, seu velho amigo.

c. Precisando de um pequeno empréstimo procurou, Carlão, seu velho amigo.

d. Precisando de um pequeno empréstimo, procurou Carlão, seu velho amigo.

e. Precisando, de um pequeno empréstimo procurou, Carlão seu velho, amigo.



76.

a. Permita-me, portanto cumprimentá-lo, por tão brilhante desempenho.

b. Permita-me, portanto, cumprimentá-lo por tão, brilhante desempenho.

c. Permita-me portanto, cumprimentá-lo, por tão brilhante desempenho.

d. Permita-me portanto cumprimentá-lo por, tão brilhante desempenho.

e. Permita-me, portanto, cumprimentá-lo por tão brilhante desempenho.



77. (CARLOS CHAGAS) Assinale a questão que contenha o texto pontuado corretamente:

a) Como estavam atarefados não puderam vir ontem.

b) Como estavam atarefados não puderam vir, ontem.

c) Como estavam atarefados, não puderam, vir ontem.

d) Como estavam atarefados não puderam, vir, ontem.

e) Como estavam atarefados, não puderam vir ontem.



78. (ITA) Assinale a questão que contenha o texto pontuado corretamente:

a. Ele não virá hoje; não contem, portanto, com ele.

b. O reitor daquela famosa universidade italiana, chegará aqui amanhã.

c. São José dos Campos 15 de março, de 1985.

d. Quero que, assine o contrato.

e. Qualquer bebida que, contenha álcool, não dever ser tomada por você.



79. (ITA) Dada as sentenças: 1. Quase todos os habitantes daquela região pantanosa, e longe da civilização, morreram de malária. 2. Pedra que rola não cria limo. 3. Muitas pessoas observaram com interesse, o eclipse solar.

Deduzimos que:

a) apenas a sentença número 1 está correta

b) apenas a sentença número 2 está correta

c) apenas a sentença número 3 está correta

d) todas estão corretas

e) n.d.a



80. (AFTN) Assinale a seqüência de sinais de pontuação que preenche corretamente os espaços numerados no texto:

"É através da dinâmica institucional 1 que se fabrica 2 quase sempre 3 o delinqüente juvenil. A instituição 4 ao invés de recuperar 5 perverte 6 ao invés de reintegrar e ressociatizar 7 exclui e marginaliza 8 ao invés de proteger 9 estigmatiza." (Vicente Faleiros)

1 2 3 4 5 6 7 8 9

a) , , , ; , ; ,

b) , , , , ; , ; ,

c) , , : ; : ; :

d) , , ; ,

e) , , , - - , , ; ,



(AFTN) Nas questões 81 e 82, marque o texto em que os sinais de pontuação não foram usados corretamente:



81.

a. Denis de Rougemont tornou o Romance de Tristão e Isolda, datado do século XVII, como o "nascimento da paixão" no Ocidente.

b. Contra o casamento de interesse e contra a concepção cristã do casamento feliz por amor, a paixão é um estado amoroso que parece se alimentar da sua própria impossibilidade, encontrando a sua máxima realização no seu obstáculo supremo, que é a morte.

c. Rastreando os enigmas da paixão, contidos em Tristão e Isolda, Rougemont aponta as fontes do mito nas heresias de fundo maniqueístas, para as quais a morte, representa a passagem da Noite da matéria para o Dia luminoso do espírito.

d. Vivendo, no seu transporte febril, a promessa vigente de uma libertação dos limites da existência e da infelicidade do viver, os amantes, que se buscam e que se afastam, mais fiéis à própria paixão do que ao desejo da presença do outro, buscam transfigurar a morte em triunfo.

e. Implícito no código cortês da poesia trovadoresca, recorrente numa longa tradição literária, alimentado na ficção de massas (e dissipado do seu fundamento místico), o amor-paixão vigora em contradição com as normas sociais e a ortodoxia religiosa. (José Miguel Winsk; com adaptações)



82.

a. Uma das articulações clássicas da tradição marxista, a que junta a pobreza à dominação, se desfez nas sociedades desenvolvidas: cada vez mais se torna possível a satisfação das necessidades econômicas sem que as exigências políticas sejam atendidas.

b. Neste sentido, faz-se problemática a conceituação de progresso.

c. Mais complexas ainda, se tornam as definições sobre o conceito se pensarmos em um outro elemento, dificilmente presente nas reflexões tradicionais da filosofia política - a questão da felicidade.

d. Esta, juntamente com o tema da paixão, foi reduzida, na nossa tradição, ao domínio da subjetividade, do psicológico.

e. Propomo-nos a pensar a dimensão da paixão na política e tomamos, como ponto de partida, alguns artigos de Walter Benjamin. (Kátia Muricy; com adaptações).



83. (TFC) Assinale a opção cujo período apresenta pontuação correta:

a. O Vice-Presidente da República, além de outras atribuições que lhe forem conferidas por lei complementar, auxiliará o Presidente sempre que, por ele convocado, para missões especiais.

b. O Vice-Presidente da República, além de outras atribuições, que lhe forem conferidas, por lei complementar, auxiliará o Presidente sempre que por ele convocado para missões especiais.

c. O Vice-Presidente da República, além de outras atribuições que lhe forem conferidas, por lei complementar auxiliará o Presidente, sempre que por ele convocado, para missões especiais.

d. O Vice-Presidente da República, além de outras atribuições, que lhe forem conferidas por lei complementar, auxiliará o Presidente sempre que, por ele convocado, para missões especiais.

e. O Vice-Presidente da República, além de outras atribuições que lhe forem conferidas por lei complementar, auxiliará o Presidente, sempre que por ele convocado para missões especiais.



84. (TFC) Assinale o período corretamente pontuado:

a. Os carros modernos são feitos com chapas bastante flexíveis, que, num efeito sanfona, amortecem os choques nos acidentes.

b. Os carros modernos, são feitos com chapas bastante flexíveis que, num efeito sanfona, amortecem os choques nos acidentes.

c. Os carros modernos são feitos com chapas bastante flexíveis, que num efeito sanfona, amortecem os choques nos acidentes.

d. Os carros modernos são feitos, com chapas bastante flexíveis, que, num efeito sanfona, amortecem os choques nos acidentes.

e. Os carros modernos são feitos com chapas bastante flexíveis que num efeito sanfona, amortecem os choques nos acidentes.



(TRE-SP) Instruções para as questões de números 85 a 88

Os períodos abaixo apresentam diferenças de pontuação. Assinale a letra que corresponde as período de pontuação correta:



85.

a. Convém deixar claro, que não obstante as dificuldades, vale a pena aderir à luta.

b. Convém deixar claro que, não obstante as dificuldades, vale a pena aderir à luta.

c. Convém deixar claro, que não obstante as dificuldades vale a pena, aderir à luta.

d. Convém deixar claro que não obstante, as dificuldades, vale a pena aderir, à luta.

e. Convém, deixar claro que não obstante as dificuldades vale a pena, aderir à luta.



86. a) Ele desistiu? Pudera! Não seria difícil presumir tal decisão.

b) Ele desistiu... Pudera... Não seria difícil, presumir tal decisão.

c) Ele desistiu? Pudera... Não seria difícil presumir, tal decisão.

d) Ele desistiu... Pudera! Não seria, difícil presumir tal decisão.

e) Ele desistiu, pudera! Não seria difícil, presumir tal decisão.



87. a) Você já atendeu, as pessoas que desejavam falar, comigo?

b) Você já atendeu as pessoas, que desejavam, falar comigo?

c) Você, já atendeu as pessoas, que desejavam falar comigo?

d) Você já atendeu as pessoas que desejavam falar comigo?

e) Você já atendeu as pessoas que, desejavam falar comigo?



88.

a. Terminada, a limpeza, todas as pastas foram, devidamente numeradas e colocadas nas estantes.

b. Terminada, a limpeza todas as pastas, foram devidamente, numeradas colocadas nas estantes.

c. Terminada a limpeza todas as pastas foram devidamente numeradas e, colocadas nas estantes.

d. Terminada a limpeza, todas as pastas, foram devidamente numeradas, e colocadas nas estantes.

e. Termina a limpeza, todas as pastas foram devidamente numeradas e colocadas nas estantes.



89. (TRE-MG) Observe com atenção a pontuação dos enunciados a seguir:

I. "Três anos atrás, Luís Serão introduziu o transporte interestadual venezuelano, ônibus com horário de partida."

II. "O próprio governo brasileiro calcula, que nada menos que meio milhão de brasileiros estão vivendo e trabalhando nos dez países com que o Brasil tem fronteira."

III. "O sistema de transporte na Venezuela, está entregue a proprietários autônomos de ônibus."

IV. "Muitas vezes, insatisfeito com a pequena lotação, o motorista-proprietário, simplesmente desembarca os passageiros e fala para seguirem viagem de táxi."

Há erro quanto ao emprego da vírgula em:

a) I e II apenas d) I, II e III apenas

b) II e III apenas e) I, II, III e IV

c) III e IV apenas



90. (TRE-RJ) A alternativa em que há erro no uso da vírgula é:

a. Fui à Faculdade, não o encontrei, porém.

b. Depois falaram, o professor, os pais, os alunos e o diretor.

c. No dia 15 de novembro, feriado nacional, foi proclamada a República.

d. Pelé, Ministro dos Esportes, está preocupado com a violência dos estádios.

e. Chirac, que é Presidente da França, ainda não suspendeu as experiências nucleares.



91. (TRE-MG) Observe atentamente o emprego da vírgula nos seguintes períodos:

i. Em busca de terras novas e oportunidades, meio milhão de brasileiros ignora as fronteiras de nosso País.

ii. Meio milhão de brasileiros, em busca de terras novas e oportunidades, ignora as fronteiras de nosso País.

iii. Meio milhão de brasileiros ignora, em busca de terras novas e oportunidades, as fronteiras de nosso País.

Tendo em vista o uso da vírgula, o período está corretamente pontuado em:

a) I apenas d) I e II apenas

b) II apenas e) I, II e III

c) III apenas



92. (TTN) Assinale a alternativa que apresenta o emprego correto dos sinais de

pontuação:

a. Na Suíça, delegados de 103 países, grande parte deles com as vestes africanas, determinaram a proibição total da caça aos elefantes. (Trechos da Isto é / Senhor, 25.10.89)

b. Na Suíça, delegados de 103 países, grande parte deles com suas vestes africanas, determinaram a proibição total da caça aos elefantes.

c. Na Suíça delegados de 103 países, grande parte deles com suas vestes africanas determinaram a proibição total, da caça aos elefantes.

d. Na Suíça, delegados de 103 países, grande parte deles com suas vestes africanas determinaram a proibição, total da caça aos elefantes.

e. Na Suíça, delegados de 103 países grande parte deles com suas vestes africanas determinaram, a proibição total da caça aos elefantes.



93. (TTN) Assinale o item que apresenta a pontuação correta:

a. A hospitalidade tem dois aspectos: um geral, que se refere à convivência em sociedade e se confunde com o cerimonial e a etiqueta de cada povo; o outro, específico, que estabelece relações especiais entre anfitriões e convidados.

b. Baseadas no código de honra do deserto, as relações de hospitalidade árabe, dão ao hóspede direitos exorbitantes.

c. Os poetas árabes, que tanto cantaram as virtudes do perfeito anfitrião não dizem quase nada, a respeito dos hóspedes.

d. Aquele que recebe a hospitalidade é ao mesmo tempo, um emir, um prisioneiro, e um poeta dizem os beduínos.

e. A hospitalidade no entanto, não é medida pela abundância da comida, mas é particularmente, apreciada quando se pratica apesar dos meios limitados.

(Trechos da Revista Correio da Unesco, com adaptações)



94. (TTN) Marque o texto onde ocorre erro de pontuação:

a. O traço todo da vida é para muitos um desenho de criança esquecido do homem, e ao qual este terá sempre de se cingir sem o saber.

b. Os primeiros anos da vida foram portanto, os de minha formação instintiva ou moral, definitiva.

c. Passei esse período inicial, tão remoto e tão presente, em um engenho de Pernambuco, minha província natal.

d. A população do pequeno domínio, inteiramente fechado a qualquer ingerência de fora, a como todos os outros feudos da escravidão, compunha-se de escravos, distribuídos pelos compartimentos da senzala, o grande pombal negro ao lado da casa de morada, e de rendeiros, ligados ao proprietário pelo benefício da casa de barro que os agasalhava ou da pequena cultura que ele lhes consentia em suas terras.

e. No centro do pequeno cantão de escravos levantava-se a residência do senhor, olhando para os edifícios da moagem, e tendo por trás, em uma ondulação do terreno, a capela sob a invocação de São Mateus.

(Joaquim Nabuco, com adaptações)



95. (TTN) Marque o texto onde ocorre erro de pontuação:

a. Os estabelecimentos fundados por portugueses, lá pelos anos de 1618, começavam no Pará, quase sob o Equador, e terminavam em Cananéia, além do trópico.

b. Entre uma e outra capitania havia longos espaços desertos, de dezenas de léguas de extensão. A população de língua européia, cabia folgadamente em cinco algarismos.

c. A camada ínfima da população era formada por escravos, filhos da terra, africanos ou seus descendentes.

d. Os filhos da terra eram menos numerosos pela pouca densidade originária da população indígena, pelos grandes êxodos que os afastaram da costa, pelas constantes epidemias que os dizimaram, pelos embaraços, nem sempre inúteis, opostos ao seu escravizamento.

e. Acima desta população, sem terra e sem liberdade, seguiam-se os portugueses de nascimento ou origem, sem terra, porém livres: feitores, mestres-de-açúcar, oficiais mecânicos, vivendo dos seus salários ou do feitio de obras encomendadas. (Capistrano de Abreu, com adaptações)



96. (TTN) Indique o trecho em que os sinais de pontuação estão bem empregados:

a. O principal dado da pesquisa do DataFolha sobre a sucessão presidencial, publicada ontem, é o fato de que, pela primeira vez desde abril, os números indicam que haverá um segundo turno.

b. O principal dado, da pesquisa do DataFolha, sobre a sucessão presidencial, publicada ontem, é o fato de que pela primeira vez, desde abril, os números indicam que haverá um segundo turno.

c. O principal dado da pesquisa do DataFolha sobre a sucessão presidencial publicada ontem, é o fato de, que pela primeira vez, desde abril, os números indicam que haverá um segundo turno.

d. O principal dado da pesquisa do DataFolha, sobre a sucessão presidencial, publicada ontem é o fato de, que pela primeira vez, desde abril, os números indicam que haverá um segundo turno.

e. O principal dado da pesquisa do DataFolha sobre a sucessão presidencial publicada, ontem, é o fato de que pela primeira vez, desde abril os números indicam que haverá um segundo turno.



(AFTN) Nos textos apresentados nas questões 97 e 98, marque o período em que ocorre erro de pontuação:



97.

a. Em todas as culturas, o processo pelo qual a lei geral suplanta a lei particular, faz-se acompanhar de crises mais ou menos graves e prolongadas, que podem afetar, profundamente, a estrutura da sociedade. (Sérgio Buarque de Holanda, com adaptações)

b. Ninguém exprimiu, com mais intensidade, a oposição e mesmo a incompatibilidade fundamental entre o Estado e a família do que Sófocles.

c. Creonte encarna a noção abstrata, impessoal da Cidade em luta contra essa realidade concreta e tangível que é a família.

d. Antígona, sepultando Polinice contra as ordenações do Estado, atrai sobre si a cólera do irmão, que não age em nome de sua vontade pessoal, mas da suposta vontade geral dos cidadãos.

e. O conflito entre Antígona e Creonte é de todas as épocas, e preserva-se sua veemência ainda em nossos dias.



98.

a. No período colonial, haverá forçosamente de ocupar-se de sujeitos e obras de escasso ou até nenhum valor literário, como são quase todas as dessa época. (José Veríssimo, com adaptações).

b. Por um mau patriotismo, sentimento funesto a toda a história, que necessariamente vicia, e também por vaidade da erudição, presumiram os nossos historiadores literários avultar e valorizar o seu assunto, ou o seu próprio conhecimento dele, com fartos róis de autores e obras, acompanhados de elogios desmarcados e impertinentes qualificativos.

c. Não obstante o pregão patriótico, tais nomes e obras continuaram desconhecidos, eles e elas não lidos.

d. Igualmente não desejo continuar a fazer da história da nossa literatura um cemitério, enchendo-o de autores de todo mortos, alguns ao nascer.

e. Não quero cair no mesmo engano e supor que a crítica ou história literária, têm faculdades para dar vida e mérito ao que de si não tem.



99.(ETF) Indicar a única alternativa em que a pontuação esteja empregada corretamente:

a. Ele disse, que voltará, dentro de três dias.

b. João, filho mais velho do casal estuda engenharia.

c. As crianças só se levantaram, quando o professor saiu.

d. Nos dias atuais, tem-se, muita preocupação, com assuntos energéticos.

e. Às vezes, porém ela não se queixava porque, não queria se preocupar.



100. (ETF) "Podem me chamar de porco chauvinista. Mas feminista ao volante me tira do sério." Este trecho admite algumas outras pontuações. Assinalar a alternativa cuja pontuação seja inadmissível.

a. Podem me chamar de porco chauvinista, mas feminista ao volante me tira do sério.

b. Podem me chamar de, porco chauvinista. Mas feminista ao volante me tira, do sério.

c. Podem me chamar de porco chauvinista, mas feminista, ao volante, me tira do sério.

d. Podem me chamar de porco chauvinista. Mas feminista, ao volante, me tira do sério.

e. Podem me chamar de porco, chauvinista, mas feminista ao volante me tira do sério.

REGRAS DE PONTUAÇÃO

PONTUAÇÃO
I - Introdução: sinais pausais e sinais melódicos
A língua escrita não dispõe dos inumeráveis recursos rítmicos e melódicos da língua falada. Para suprir esta carência, ou melhor, para reconstituir aproximadamente o movimento vivo da elocução oral, serve-se da PONTUAÇÃO.
Os sinais de pontuação podem ser classificados em dois grupos:
O primeiro grupo compreende os sinais que, fundamentalmente, se destinam a marcar as PAUSAS:
a) a VÍRGULA (,)
b) o PONTO (.)
c) o PONTO-E-VÍRGULA (;)
O segundo grupo abarca os sinais cuja função essencial é marcar a MELODIA, a ENTONAÇÃO:
a) os DOIS PONTOS (:)
b) o PONTO DE INTERROGAÇÃO (?)
c) o PONTO DE EXCLAMAÇÃO (!)
d) as RETICÊNCIAS (...)
e) as ASPAS (" ")
f) os PARÊNTESES ( ( ) )
g) os COLCHETES ( [ ] )
h) o TRAVESSÃO (--)
II - Sinais que marcam sobretudo a pausa
1. a VÍRGULA (,)
A VÍRGULA marca uma pausa de pequena duração. Emprega-se não só para separar elementos de uma oração, mas também orações de um só período.

1.1. Emprego da vírgula no interior da oração
No INTERIOR DA ORAÇÃO a vírgula serve
1º) Para separar elementos que exercem a mesma função sintática (sujeito composto, complementos, adjuntos), quando não vêm unidos pelas conjunções e, ou e nem.
Exemplos:
As nuvens, as folhas, os ventos não são deste mundo. (A. MAYER)
Ela tem sua claridade, seus caminhos, suas escadas, seus andaimes.(C. MEIRELES)
2º) Para separar elementos que exercem funções sintáticas diversas, geralmente com a finalidade de realçá-los. Em particular, a VÍRGULA é usada:
a) para isolar o aposto, ou qualquer elemento de valor meramente explicativo:
Ele, o pai, é um mágico. ( ADONIAS FILHO)
b) para isolar o vocativo:
Moço, sertanejo não se doma no brejo. (J. A. DE ALMEIDA)
c) para isolar o adjunto adverbial antecipado:
Depois de algumas horas de sono, voltei ao colégio. (R. POMPÉIA)
d) para isolar os elementos pleonástico ou repetidos:
Ficou branquinha, branquinha.
Com os desgostos humanos. (O. BILAC)
3º) Emprega-se ainda a vírgula no interior da oração:
a) para separar, na datação de um escrito, o nome do lugar:
Teófilo Otoni, 10 de maio de 1917.
b) para indicar a supressão de uma palavra (geralmente o verbo) ou de um grupo de palavras:
Veio a velhice; com ela, a aposentadoria. (H. SALES)

1.2. Emprego da vírgula entre orações
ENTRE ORAÇÕES, emprega-se a vírgula:
1º) Para separar as orações coordenadas assindéticas:
Levantava-me, passeava, tamborilava nos vidros das janelas, assobiava. (M. DE ASSIS)
2º) Para separar as orações coordenadas sindéticas, salvo as introduzidas pela conjunção e:
Cessaram as buzinas, mas prosseguia o alarido nas ruas. (A. M. MACHADO)
Observação:
1ª) Separam-se por VÍRGULA as orações coordenadas unidas pela conjunção e, quando têm sujeito diferente. Exemplo:
O silêncio comeu o eco, e a escuridão abraçou o silêncio. (G. FIGUEIREDO)
Costuma-se também separar por VÍRGULA as orações introduzidas por essa conjunção quando ela vem reiterada:
Trabalha, e teima, e lima, e sofre, e sua! (O. BILAC)
2ª) Das CONJUNÇÕES ADVERSATIVAS, mas emprega-se sempre no começo da oração; porém, todavia, contudo, entretanto e no entanto, podem vir ora no início da oração, ora após um dos seus termos. No primeiro caso, põe-se uma VÍRGULA antes da conjunção; no segundo, vem ela isolada por vírgulas. Compare-se este período de Machado de Assis:
-- Vá aonde quiser, mas fique morando conosco.
aos seguintes:
-- Vá aonde quiser, porém fique morando conosco..
-- Vá aonde quiser, fique, porém, morando conosco.
Em virtude da acentuada pausa que existe entre as orações acima, podem ser elas separadas, na escrita, por PONTO-E-VÍRGULA. Ao último período é mesmo a pontuação que melhor lhe convém:
-- Vá aonde quiser; fique, porém, morando conosco.
3ª ) Quando conjunção conclusiva, pois vem sempre posposto a um termo da oração a que pertence e, portanto, isolado por vírgulas:
Não pacteia com a ordem; é, pois, uma rebelde. (J. RIBEIRO)
As demais conjunções conclusivas (logo, portanto, por conseguinte, etc.) podem encabeçar a oração ou pospor-se a um dos seus termos. À semelhança das adversativas, escrevem-se, conforme o caso, com uma vírgula anteposta, ou entre vírgulas.
3º) Para isolar as orações intercaladas:
-- Se o alienista tem razão, disse eu comigo, não haverá muito que lastimar o Quincas Borba. (M. DE ASSIS)
4º) Para isolar as orações subordinadas adjetivas explicativas:
Pastor, que sobes o monte,
Que queres galgando-o assim? (O. MARIANO)
5º) Para separar as orações subordinadas adverbiais, principalmente quando antepostas à principal:
Quando tio Severino voltou da fazenda, trouxe para Luciana um periquito. (G. RAMOS)
6º) Para separar as orações reduzidas de gerúndio, de particípio e de infinitivo, quando equivalentes a orações adverbiais:
Não obtendo resultado, indignou-se. (G. RAMOS)
Acocorado a um canto, contemplava-nos impassível. (E. DA CUNHA)
Ao falar, já sabia da resposta. (J.AMADO)
Observações:
1º) Toda oração ou todo termo de oração de valor meramente explicativo pronunciam-se entre pausas; por isso, são isolados por vírgula, na escrita;
2º) Os termos essenciais e integrantes da oração ligam-se uns com os outros sem pausa; não podem, assim, ser separados por vírgula. Esta a razão por que não é admissível o uso da vírgula entre uma oração subordinada substantiva e a sua principal;
3º) Há uns poucos casos em que o emprego da vírgula não corresponde a uma pausa real na fala; é o que se observa, por exemplo, em respostas rápidas do tipo: Sim, senhor. Não, senhor.
2. O PONTO (.)
1. O PONTO assinala a pausa máxima da voz depois de um grupo fônico de final descendente. Emprega-se, pois, fundamentalmente, para indicar o término de uma oração declarativa, seja ela absoluta, seja a derradeira de um período composto:
Nada pode contra o poeta. Nada pode contra esse incorrigível que tão bem vive e se arranja em meio aos destroços do palácio imaginário que lhe caiu em cima. (A. M. MACHADO)
2. Quando os períodos (simples ou compostos) se encadeiam pelos pensamentos que expressam, sucedem-se uns aos outros na mesma linha. Diz-se, neste caso, que estão separados por um PONTO SIMPLES.
Observação
O PONTO tem sido utilizado pelos escritores modernos onde os antigos poriam PONTO-E-VÍRGULA ou mesmo VÍRGULA.
A música toca uma valsa lenta. O desânimo aumenta. Os minutos passam. A orquestra se cala. O vento está mais forte. (E. VERÍSSIMO).
3. Quando se passa de um grupo a outro grupo de idéias, costuma-se marcar a transposição com um maior repouso da voz, o que, na escrita, se representa pelo PONTO-PARÁGRAFO. Deixa-se, então, em branco o resto da linha em que termina um dado grupo ideológico, e inicia-se o seguinte na linha abaixo, com o recuo de algumas letras.
Assim:
Lá embaixo era um mar que crescia.
Começara a chuviscar um pouco. E o carro subia mais para o alto, com destino à casa de Amâncio, que era a melhor da redondeza. (J. L. DO REGO)
4. Ao PONTO que encerra um enunciado escrito dá-se o nome de PONTO-FINAL.
3. O PONTO-E-VÍRGULA (;)
1. Como o nome indica, este sinal serve de intermediário entre o PONTO e a VÍRGULA, podendo aproximar-se ora mais daquele, ora mais desta, segundo os valores pausais e melódicos que representa no texto. No primeiro caso, equivale a uma espécie de PONTO reduzido; no segundo, assemelha-se a uma VÍRGULA alongada.
2. Esta imprecisão do PONTO-E-VÍRGULA faz que o seu emprego dependa substancialmente de contexto. Entretanto, podemos estabelecer que, em princípio, ele é usado:
1º) Para separar num período as orações da mesma natureza que tenham certa extensão:
Todas as obras de Deus são maravilhosas; porém a maior de todas as maravilhas é a existência do mesmo Deus. (M. DE MARICÁ)
2º) Para separar partes de um período, das quais uma pelo menos esteja subdividida por VÍRGULA:
Chamo-me Inácio; ele, Benedito. (M. DE ASSIS)
3º) Para separar os diversos itens de enunciados enumerativos (em leis, decretos, portarias, regulamentos, etc.), como estes que iniciam o Artigo 1º da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional:
Art. 1º A educação nacional, inspirada nos princípios de liberdade e nos ideais de solidariedade humana, tem por fim:
a) a compreensão dos direitos e deveres da pessoa humana, do cidadão, do Estado, da família e dos demais grupos que compõem a comunidade;
b) o respeito à dignidade e às liberdades fundamentais do homem;
c) o fortalecimento da unidade nacional e da solidariedade internacional;
d) o desenvolvimento integral da personalidade humana e a sua participação na obra do bem comum
(...)
4. Valor melódico dos sinais pausais
Dissemos que a VÍRGULA, o PONTO e o PONTO-E-VÍRGULA, marcam sobretudo -- e não exclusivamente -- a pausa. No correr do nosso estudo, ressaltamos até algumas das suas características melódicas. É o momento de sintetizá-las:
a) o PONTO corresponde sempre à final descendente de um grupo fônico;
b) a VÍRGULA assinala que a voz fica em suspenso, à espera de que o período se complete;
c) o PONTO-E-VÍRGULA denota em geral uma débil inflexão suspensiva, suficiente, no entanto, para indicar que o período não está concluído.
III - Sinais que marcam sobretudo a melodia
1. Os DOIS PONTOS (:)
Os DOIS PONTOS servem para marcar, na escrita, uma sensível suspensão da voz na melodia de uma frase não concluída. Empregam-se, pois, para anunciar:
1º) uma citação (geralmente depois de verbo ou expressão que signifique dizer, responder, perguntar e sinônimos):
Eu lhe responderia: a vida é ilusão... (A. PEIXOTO)
2º) uma enumeração explicativa:
Viajo entre todas as coisas do mundo:
homem, flores, animais, água... (C. MEIRELES)
3º) um esclarecimento, uma síntese ou um conseqüência do que foi enunciado:
Ternura teve uma inspiração: atirar a corda, laçá-la. (A. M. MACHADO)
Não sou alegre nem sou triste:
sou poeta. (C. MEIRELES)
Observação:
Depois do vocativo que encabeça cartas, requerimentos, ofícios, etc. costuma-se colocar DOIS-PONTOS, VÍRGULA, ou PONTO, havendo escritores que, no caso, dispensam qualquer pontuação. Assim:
Prezado senhor: Prezado senhor.
Prezado senhor, Prezado senhor
Sendo o vocativo inicial emitido com entoação suspensiva, deve ser acompanhado, preferentemente, de DOIS-PONTOS ou de VÍRGULA, sinais denotadores daquele tipo de inflexão.
2. O PONTO DE INTERROGAÇÃO (?)
1. É o sinal que se usa no fim de qualquer interrogação direta, ainda que a pergunta não exija resposta:
Sabe você de uma novidade? (A. PEIXOTO)
2. Nos casos em que a pergunta envolve dúvida, costuma-se fazer seguir de RETICÊNCIAS o PONTO-DE-INTERROGAÇÃO:
_ Então?...que foi isso?...a comadre?... (ARTUR AZEVEDO)
3. Nas perguntas que denotam surpresa, ou naquelas que não têm endereço nem resposta, empregam-se por vezes combinados o PONTO-DE-INTERROGAÇÃO E O PONTO-DE-EXCLAMAÇÃO:
Que negócio é esse: cabra falando?! (C. D. DE ANDRADE)
Observação:
O PONTO-DE-INTERROGAÇÃO nunca se usa no fim de uma interrogação indireta, uma vez que esta termina com entoação descendente, exigindo, por isso, um PONTO.
Comparem-se:
-- Quem chegou? [= INTERROGAÇÃO DIRETA]
-- Diga-me quem chegou. [= INTERROGAÇÃO INDIRETA]

3. O PONTO DE EXCLAMAÇÃO (!)
É o sinal que se pospõe a qualquer enunciado de entoação exclamativa. Emprega-se, pois, normalmente:
a) depois de interjeições ou de termos equivalentes, como os vocativos intensivos, as apóstrofes:
Oh! dias de minha infância! (C. DE ABREU)
Deus! ó Deus! onde estás que não respondes? (C. ALVES)
b) depois de um imperativo:
Coração, pára! ou refreia, ou morre! (A. DE OLIVEIRA)
Observação:
A interjeição oh! (escrita com h), que denota geralmente surpresa, alegria ou desejo, vem seguida de PONTO-DE-EXCLAMAÇÃO. Já à interjeição de apelo ó, quando acompanhada de vocativo, não se pospõe PONTO-DE-EXCLAMAÇÃO; este se coloca, no caso, depois do vocativo. Comparem-se os exemplos do item a.
4. As RETICÊNCIAS (...)
1. As RETICÊNCIAS marcam uma interrupção da frase e, conseqüentemente, a suspensão da sua melodia. Empregam-se em casos muito variados. Assim:
a) para indicar que o narrador ou o personagem interrompe uma idéia que começou a exprimir, e passa a considerações acessórias:
-- A tal rapariguinha... Não digam que foi a Pôncia que contou. Menos essa, que não quero enredos comigo! (J. DE ALENCAR)
b) para marcar suspensões provocadas por hesitação, surpresa, dúvida, timidez, ou para assinalar certas inflexões de natureza emocional de quem fala:
Fiador... para o senhor?! Ora!... (G. AMADO)
Falaram todos. Quis falar... Não pude...
Baixei os olhos... e empalideci... (A. TAVARES)
c) para indicar que a idéia que se pretende exprimir não se completa com o término gramatical da frase, e que deve ser suprida com a imaginação do leitor:
Agora é que entendo tudo: as atitudes do pai, o recato da filha... Eu caí numa cilada... (J. MONTELLO)
2. Empregam-se também as RETICÊNCIAS para reproduzir, nos diálogos, não uma suspensão do tom da voz, mas o corte da frase de um personagem pela interferência da fala de outro. Se a fala do personagem continua normalmente depois dessa interferência, costuma-se preceder o seguimento de reticências:
-- Mas não me disse que acha...
-- Acho.
--...Que posso aceitar uma presidência, se me ofereceram?
-- Pode; uma presidência aceita-se. (M. DE ASSIS)
3. Usam-se ainda as RETICÊNCIAS antes de uma palavra ou de uma expressão que se quer realçar:
E teve um fim que nunca se soube... Pobrezinho... Andaria nos doze anos. Filho único. (S. LOPES NETO)
5. As ASPAS (" ")
1. Empregam-se principalmente:
a) no início e no fim de uma citação para distingui-la do resto do contexto:
O poeta espera a hora da morte e só aspira a que ela "não seja vil, manchada de medo, submissão ou cálculo". (MANUEL BANDEIRA)
b) para fazer sobressair termos ou expressões, geralmente não peculiares à linguagem normal de quem escreve (estrangeirismos, arcaísmos, neologismos, vulgarismos, etc.):
Era melhor que fosse "clown". (E. VERÍSSIMO)
c) para acentuar o valor significativo de uma palavra ou expressão:
A palavra "nordeste" é hoje uma palavra desfigurada pela expressão "obras do Nordeste" que quer dizer: "obras contra as secas". E quase não sugere senão as secas. (G. FREYRE)
Observação:
No emprego das ASPAS, cumpre atender a estes preceitos do Formulário Ortográfico: "Quando a pausa coincide com o final da expressão ou sentença que se acha entre ASPAS, coloca-se o competente sinal de pontuação depois delas, se encerram apenas uma parte da proposição; quando, porém, as ASPAS abrangem todo o período, sentença, frase ou expressão, a respectiva notação fica abrangida por elas:
"Aí temos a lei", dizia o Florentino. "Mas quem as há de segurar? Ninguém." (R. BARBOSA.)
"Mísera! tivesse eu aquela enorme, aquela
Claridade imortal, que toda a luz resume!" (M. DE ASSIS)
6. Os PARÊNTESES ( ( ) )
1. Empregam-se os PARÊNTESES para intercalar num texto qualquer indicação acessória. Seja, por exemplo:
a) uma explicação dada, uma reflexão, um comentário à margem do que se afirma:
Os outros (éramos uma dúzia) andavam também por essa idade, que é o doce-amargo subúrbio da adolescência. (P. MENDES CAMPOS)
b) uma nota emocional, expressa geralmente em forma exclamativa, ou interrogativa:
Havia a escola, que era azul e tinha
Um mestre mau, de assustador pigarro...
(Meu Deus! que é isto? que emoção a minha
Quando estas coisas tão singelas narro?) (B. LOPES)
Observação:
Entre as explicações e as circunstâncias acessórias que costumam ser escritas entre PARÊNTESES, incluem-se as referências a data, a indicações bibliográficas, etc.:
"Boa noite, Maria! Eu vou-me embora."
(CASTRO ALVES. Espumas Flutuantes, Bahia, 1870, p. 71)
2. Usam-se também os PARÊNTESES para isolar orações intercaladas com verbos declarativos:
Uma vez (contavam) a polícia tinha conseguido deitar a mão nele. (A. DOURADO)
O que se faz mais freqüentemente por meio de vírgulas ou de travessões.

7. Os COLCHETES ( [ ] )
Os COLCHETES são uma variedade de PARÊNTESES, mas de uso restrito. Empregam-se:
a) quando numa transcrição de texto alheio, o autor intercala observações próprias, como nesta nota de SOUSA DA SILVEIRA a um passo de CASIMIRO DE ABREU:
Entenda-se, pois: "Obrigado! obrigado [pelo teu canto em que] tu respondes [à minha pergunta sobre o porvir (versos 11-12) e me acenas para o futuro (versos 14 e 85), embora o que eu percebo no horizonte me pareça apenas uma nuvem (verso 15)]."
b) quando se deseja incluir, numa referência bibliográfica, indicação que não conste da obra citada, como neste exemplo:
ALENCAR, José de. O Guarani, 2 ed. Rio de Janeiro, B. L. Garnier Editor [1864].
8. O TRAVESSÃO (--)
Emprega-se principalmente em dois casos:
a) Para indicar, nos diálogos, a mudança de interlocutor:
-- Muito bom dia, meu compadre.
-- Por que não apeia, compadre Vitorino?
-- Estou com pressa. (J. LINS DO REGO)
b) Para isolar, num contexto, palavras ou frases. Neste caso, usa-se geralmente o TRAVESSÃO DUPLO:
Duas horas depois -- a tempestade ainda dominava a cidade e o mar -- o "Canavieiras" ia encostando no cais. (J. AMADO)
Mas não é raro o emprego de um só TRAVESSÃO para destacar, enfaticamente, a parte final de um enunciado:
Um povo é tanto mais elevado quanto mais se interessa pelas coisas inúteis -- a filosofia e a arte. (J. AMADO)
Observação:
"Emprega-se o travessão, e não o hífen, para ligar palavras ou grupo de palavras que formam, pelo assim dizer, uma cadeia na frase: o trajeto Mauá-Cascadura; a estrada de ferro Rio-Petrópolis; a linha aérea Brasil-Argentina; o percurso Barcas-Tijuca; etc." (Formulário Ortográfico).
OBSERVAÇÕES DE OUTRO GRAMÁTICO
Luiz Antonio Sacconi
É preciso erradicar de vez a concepção errônea de que existe em alguns espíritos de que não se usa a vírgula antes de “e” em hipótese nenhuma. A título de mera curiosidade, eis cinco casos de emprego obrigatório da vírgula antes de “e”:
a) quando o ”e” equivale a “mas”, caso em que se classifica como conjunção adversativa. Exemplos:
“Quem cabritos vende, e cabras não têm, dalgures lhe vêm.” (e = mas)
Juçara fuma, e não traga. (e=mas)
Todo político promete, e não cumpre. (e=mas)
b) quando o “e” dá início a outra oração no período, sendo deferentes os sujeitos. Ex.:
Uma mão lava a outra, e a poluição suja as duas.
Os soldados ganham as batalhas, e os generais recebem o crédito.
c) quando entre um sujeito e outro aparece um termo imediatamente anterior separado por vírgulas. Ex.:
A casa, muito antiga, e o edifício, moderníssimo, formavam visível contrate.
d) nas frases deste tipo:
Dá-me um ponto de apoio, e suspenderei a terra e o céu (Arquimedes)
Fala pouco e bem, e ter-te-ão por alguém!”
Essa vírgula é facultativa, dependendo da maior ou menor necessidade de ênfase que sequeira transmitir à segunda oração.
e) quando se deseja pequena pausa para em seguida dar ênfase ao termo imediatamente posposto ao “e”. Ex.:
Algumas coisas precisam ser esclarecidas, e logo!
Os jovens querem ser fiéis, e não perdem. Os velhos querem ser infiéis, e não podem.
A referida pausa, nesses casos, é tão deseja e significativa, que os autores modernos preferem substituir a vírgula pelo ponto. Ex.:
Algumas coisas precisam ser esclarecidas. E longo!
Em vez de vírgula e do ponto, pode aparecer nesse caso o travessão, que sugere pausa maior que a vírgula, porém. Ex.:
Um homem arrebata o primeiro beijo, suplica pelo segundo, pede o terceiro, toma o quarto, aceita o quinto – e agüenta todos os outros.
f) antes de vice-versa. Ex.: As orações causais não aceitam normalmente os artifícios que se empregam para as orações explicativas, e vice-versa.
g) antes do último membro de uma enumeração. Ex.: O Brasil é o maior produtor mundial de mamona; o México produz muita prata, petróleo e mercúrio, e o Chile é rico em cobre.
h) nos polissíndetos. Ex.: A criança chorava, e berrava, e gritava, e esperneava, e fazia todo o mundo louco!
i) antes das expressões E NEM, E NEM AO MENOS, E NEM SEQUER. Ex.: Ela chegou, e nem quis saber de nós.
CAIXA POSTAL
Num sobrescrito ou envelope e no cabeçalho das correspondências,usa-se a vírgula após cada elemento ou item. Ex.:
Nossa Editora,
Caixa Postal 1501
14 001, Ribeirão Preto, SP.
Depois de caixa postal não se usa a vírgula.
OBSERVAÇÕES DO PROFESSOR
No endereço, com rua e número da casa, a numeração não corresponde à ordem, porque se pulam os números, portanto, há, de fato, um aposto subentendido.
Exemplo:
Rua Marechal Deodoro, (casa de número) 155.
Casa de número: aposto subentendido.
Na numeração de apartamento, caixa postal, sala, seção o número corresponde a uma ordem seqüencial, por isso não precisa da vírgula.
Ex.: apartamento 67, caixa postal 25, seção 4, telefone 3622 9445, sala 7.
O poder da vírgula
Na Inglaterra, certa vez, um oficial foi condenado à morte. Seu pedido de perdão recebeu a seguinte sentença do rei:
Perdoar impossível, mandar para a forca!
Antes de a mensagem ser enviada ao verdugo, passou pelas mãos da generosa rainha,d que,compadecida da sorte do oficial, tomou de uma caneta e alterando a posição da vírgula, simplesmente mudou o significado da mensagem:
Perdoar,impossível mandar para forca!
Na antigüidade, um imperador estava indignado com a população de uma cidade, sem dúvida, por motivos políticos. O governador, então, passa-lhe um telegrama:
Devo fazer fogo ou poupar a cidade?
A resposta do monarca foi:
Fogo, não poupe a cidade!
O telegrafista, por questões humanitárias ou porque qualquer outro motivo, trocou a posição da vírgula. E a resposta ficou assim:
Fogo não, poupe a cidade!

EXERCÍCIOS
1. Certo/errado
1.( ) Possuía lavouras, de trigo, linho, arroz e soja.
2.( ) Bem-vindo sejas aos campos dos tabajaras, senhores da aldeia.
3.( ) O aluno enlouquecido queria decorar todas as regras.
4 ( ) Ganhamos pouco; devemos portanto economizar.
5.( ) O dinheiro, nós o trazíamos preso ao corpo.
6.( ) Amanhã de manhã o Presidente viajará para a Bósnia.
7.( ) A mocinha sorriu, piscou os olhinhos e entrou, mas não gostou do que viu.
8.( ) A noite não acabava, e a insônia a encompridou mais ainda.
9.( ) Embora estivesse agitado resolveu calmamente o problema.
10. ( ) A riqueza que é flor belíssima causa luto e tristeza.
11. ( ) Convinha a todos, que você partisse.
12. ( ) Uns diziam que se matou; outros que fora para Goiás.
13. ( ) No congresso, serão analisados os seguintes temas:
a) maior participação da comunidade,
b) descentralização econômico-cultural,
c) eleição de dirigentes comunitários,
d) cessão de lotes às fami1ias carentes.
14. ( ) Duas coisas lhe davam superioridade, o saber e o prestígio.
15. ( ) A casa não caíra do céu por descuido fora construída pelo major.
2. Pontue o período seguinte:
“Irás voltarás não morrerás “
a) com sentido de que não vai morrer:

R.
b) com sentido de que vai morrer:

R.
3. Coloque vírgulas no período abaixo se for necessário.
"O diretor de Recursos Humanos da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos declarou que não haverá demissões neste mês."
4) Seguem-se três trechos que devem ser pontuados. Reescreva-os:
a) Esta manhã como eu pensasse na pessoa que terá sido mordida pela viúva veio a própria viúva ter comigo achei-a na sala, com seu vestido preto de costume fi-la sentar no canapé sentei-me na cadeira ao lado e esperei que falasse conselheiro disse ela que acha que faça caso ou fico viúva nem uma coisa nem outra não zombe conselheiro não zombo minha senhora (Machado de Assis, Memorial de Aires)
R.
b) Não obstante o seu temperamento combativo e boêmio José do Patrocínio era profunda¬mente religioso de regresso de Paris, trouxe ele um carro a vapor que seria o avô do auto¬móvel desembarcado o monstro o jornalista montou na boléia e tomba aqui tropeça acolá foi encravá-lo inutilizado num buraco da Tijuca já sei por que foi disse Patrocínio de re¬pente batendo na testa é porque não o batizei estava pagão o miserável e penalizado qual sem religião e com estas ruas sem calçamento não há progresso possível (Humberto de Campos).
R.
c) Certo dia morreu-lhe em casa uma pretinha sendo necessário para enterrá-la um atesta¬do médico distraído o romancista saiu e ao chegar à cidade encontrou-se com o Barão de Capanema que lhe perguntou aonde ia Macedo contou-lhe o que ocorrera em casa e a sua atrapalhação para o enterro agora o pior terminou o médico é um médico para o atestado um médico perguntou Capanema espantado e sacudindo o braço aqui está um e riram-se os dois (Humberto de Campos)
R.

Plano de Aula LEITURA.

O que cabe na lata do poeta?


Bloco de Conteúdo

Língua Portuguesa

Conteúdo

Leitura

Conteúdo relacionado

Tudo sobre

Introdução

Esta seqüência didática aborda um conteúdo curricular pouco ensinado atualmente: a poesia. Conhecer esse gênero é altamente desejável não só para a formação do leitor e do escritor que aprecia e sabe fazer uso de recursos da linguagem literária, como também para a formação de um ser humano mais sensível à poesia da realidade que está à sua volta.



Antes de iniciar o trabalho, vamos refletir sobre por que vale a pena ensinar poesia na escola. A poesia desperta a sensibilidade para a manifestação do poético no mundo, nas artes e nas palavras. O convívio com a poesia favorece o prazer da leitura do texto poético e sensibiliza para a produção dos próprios poemas. O exercício poético desenvolve uma percepção mais rica da realidade, aumenta a familiaridade com a linguagem mais elaborada da literatura e enriquece a sensibilidade.



O poeta José Paulo Paes diz em seu livro É isso ali: A poesia não é mais do que uma brincadeira com as palavras. Nessa brincadeira, cada palavra pode e deve significar mais de uma coisa ao mesmo tempo: isso aí é também isso ali. Toda poesia tem que ter uma surpresa. Se não tiver, não é poesia: é papo furado.



Poesia e Poema

No ensino da poesia, é muito comum haver confusão entre o que é poesia e o que é poema, como se fossem vocábulos sinônimos. Então, poesia e poema significam a mesma coisa?

Não. Poesia é um termo que vem do grego. No sentido original, poiesis é a atividade de produção artística , a atividade de criar ou de fazer . De acordo com essa definição, haverá poesia sempre que, criando ou fazendo coisas, somos dominados pelo sentimento do belo, sempre que nos comovermos com lugares, pessoas e objetos. A poesia, portanto, pode estar nos lugares, nos objetos e nas pessoas. Assim, não só os poemas, mas uma paisagem, uma pintura, uma foto, uma dança, um gesto, um conto, por exemplo, podem estar carregados de poesia. Poema é uma palavra que vem do latim poema, que significava 'poema, composição em verso; companhia de atores, comédia, peça teatral', e do gr. poíéma 'o que se faz, obra, manual; criação do espírito, invenção'. Portanto, poema é poesia que se organiza com palavras.



Objetivo

Aprender a escutar, ler, compreender, interpretar, declamar e produzir poemas. Reconhecer e fazer uso de recursos da linguagem poética, quanto à sonoridade.



Conteúdos específicos

Poesia e poema, rima, verso e estrofe.

Recursos da linguagem poética, quanto à sonoridade: rima; e quanto ao significado das palavras: linguagem figurada, conotação e denotação, metáfora.



Ano

8° e 9° anos



Tempo estimado

Cerca de 12 aulas de 50 minutos



Material necessário

A classe vai precisar de uma lata média ou de um balde com alça e de tintas, papel colorido ou páginas de revistas para decorar o objeto, que será a lata do poeta, onde tudonada cabe. Você também vai precisar de uma TV e de um videocassete ou DVD player.



Desenvolvimento das atividades

Para criar um ambiente favorável ao estudo, leve para a classe imagens e breves biografias dos poetas que serão lidos em sala de aula. Os alunos devem ser solicitados para também pesquisarem imagens e biografias. Organize um painel num canto da sala com esse material e dê um título a ele ou faça um concurso entre os alunos para a escolha do nome da área. Na medida em que o trabalho avançar, ali podem ser fixados poemas de autores escolhidos pelos alunos ou poemas produzidos por eles.



Explique para a classe que, juntos, vocês vão ampliar a compreensão da linguagem poética, dedicando-se agora ao estudo específico da metáfora.



Para introduzir o assunto e conhecer o que pensam os alunos sobre o tema, pergunte: Você sabe o que é metáfora? O que é linguagem subjetiva e linguagem objetiva? Em que a linguagem de um texto científico é diferente da linguagem de um poema? Alguém da classe já escreveu um poema? Qual?



Roda de conversa

Dê um tempo para a classe discutir as questões em pequenos grupos. Depois, abra uma roda de conversa e solicite que comentem sobre o que conversaram. Esse momento dará a você uma idéia do que seus alunos já sabem ou pensam sobre metáfora e linguagem subjetiva e objetiva. Na roda de conversa, eles estarão expondo o conhecimento prévio que têm do tema.



Prepare-se para ler

Em seguida, diga aos alunos que você vai ler para eles um poema de Mário Quintana. Estude previamente a leitura do texto. Prepare-se para ler em voz alta e leia com bastante expressividade. Peça para prestarem atenção à definição que o poeta dá para poemas.



Os poemas

Os poemas são pássaros que chegam

não se sabe de onde e pousam

no livro que lês.

Quando fechas o livro, eles alçam vôo

como de um alçapão.

Eles não têm pouso

nem porto

alimentam-se um instante em cada par de mãos

e partem.

E olhas, então, essas tuas mãos vazias,

no maravilhoso espanto de saberes

que o alimento deles já estava em ti...



(Fonte: QUINTANA, Mário.Esconderijos do tempo. Porto Alegre: L&PM,1980.)



Depois dessa primeira leitura, escreva o poema na lousa ou forneça cópias do texto para os alunos. Pergunte: Poemas são a mesma coisa que pássaros? Que semelhanças o poeta vê entre pássaros e poemas e que permitem ao poeta dizer Os poemas são pássaros ... ?



Após essa indagação, explique:



Sentido literal e sentido figurado

De maneira geral, usamos as palavras com dois diferentes sentidos: o sentido literal e o sentido figurado.



Sentido literal Nesse caso, o sentido da palavra é exato, direto, simples, não deixa dúvida. Geralmente, nos textos em que deve predominar uma linguagem clara e objetiva, como os jornalísticos e científicos, as palavras aparecem com um único sentido, aquele que aparece nos dicionários. O sentido literal também é chamado denotativo.



Sentido figurado Quando o sentido da palavra aparece com um sentido ampliado ou alterado no contexto, sugerindo idéias diferentes do sentido literal, dizemos que a palavra está no sentido figurado. O sentido figurado também é chamado conotativo.



A linguagem do poeta

A linguagem que o poeta usa não é uma linguagem comum. Os poetas não usam as palavras em seu sentido literal, do modo como estão no dicionário. A linguagem do poema Poemas não é comum. Ela expressa o modo particular como o poeta Mário Quintana vê e sente o mundo.



Os poetas se expressam de modo subjetivo. O mesmo não ocorre com os cientistas. Peça para os alunos imaginarem o que aconteceria se um cientista explicasse uma nova descoberta da medicina em linguagem subjetiva. Cada médico faria uma interpretação diferente da explicação e esta variedade de interpretações poderia causar muitos problemas.

A linguagem comum usada no dia-a-dia não é suficiente para aqueles que trabalham com a palavra. Para um escritor conseguir expressar-se com originalidade, ele precisa criar imagens. Para um poeta não serve qualquer palavra. Ele escolhe aquelas palavras e expressões que melhor traduzam sua visão das coisas. Essa escolha dá muito trabalho. Por esse motivo se diz que o poeta é um artesão da palavra . Olavo Bilac (1865-1918), no poema A um poeta, já dizia que o autor, quando está criando, Trabalha, e teima, e lima, e sofre, e sua .



Observe os exemplos:

Para o cientista, a Lua é:

Satélite natural da Terra



Para poetas, a Lua pode ser:

Casa de São Jorge

Fatia de queijo

Colar de prata da Noite



Atividades para praticar a linguagem conotativa

1. Pergunte para a classe por que motivo um cientista ou um professor usam o sentido literal das palavras ou a linguagem denotativa, quando escrevem um texto para explicar uma teoria. 2. Peça para a classe ampliar a lista acima: Para poetas, a Lua pode ser...

3. Os poetas se expressam de modo subjetivo. O mesmo não ocorre com os cientistas. Selecione poemas e textos científicos. Proponha aos alunos que comparem a linguagem de um com a do outro para perceber as diferenças entre esses gêneros textuais.

4. Peça para a classe comparar o verso de Quintana com uma definição de poema encontrada no dicionário. Comente o efeito de sentido de cada definição:

a) Poemas são pássaros.

b) Poema é obra em versos.

5. Solicite que os alunos, em dupla, elaborem uma definição científica e uma definição poética para coração . Organize um painel com essas definições distribuídas em duas colunas: a coluna Coração para o cientista é... e outra, Coração para o poeta é...

6. Pergunte para a classe por que um cientista não pode fazer uso de linguagem subjetiva e o poeta pode.

7. De acordo com o que responderam acima, peça para concluírem: um cientista precisa fazer uso de uma linguagem objetiva, utilizando o significado mais conhecido das palavras porque sua intenção comunicativa é... . Já a intenção dos poetas não é explicar nada, sua linguagem é subjetiva porque a intenção comunicativa é... .

8. Leia para a classe o poema do poeta português Luís Vaz de Camões, Amor é um fogo que arde sem se ver , e que vem comentado logo abaixo. Peça para os alunos fazerem um levantamento em todo o poema do que é o amor para o poeta.



Conversando sobre a linguagem poética

Explique para a classe que a linguagem subjetiva dá um novo sentido a palavras conhecidas. O novo sentido nasce de uma semelhança percebida pelo autor. Para Quintana, os poemas são como os pássaros. No famoso soneto de Camões, o poeta português enumera várias semelhanças que ele vê para o sentimento do amor:



Amor é um fogo que arde sem se ver



Amor é um fogo que arde sem se ver,

É ferida que dói, e não se sente;

É um contentamento descontente,

É dor que desatina sem doer.



É um não querer mais que bem querer;

É um andar solitário entre a gente;

É nunca contentar-se de contente;

É um cuidar que ganha em se perder.



É querer estar preso por vontade;

É servir a quem vence, o vencedor;

É ter com quem nos mata, lealdade.



Mas como causar pode seu favor

Nos corações humanos amizade,

Se tão contrário a si é o mesmo Amor?



Linguagem figurada e as figuras de linguagem

Explique que a linguagem poética é chamada de figurada porque faz uso de figuras de linguagem. Tais figuras são recursos que os poetas usam para criar efeitos de expressividade, ou seja, para emocionar o leitor. Há vários tipos de figuras. Uma delas é a metáfora.



A metáfora

Essas semelhanças ou relações que o poeta estabelece entre dois elementos, sem usar o termo de comparação como chama-se metáfora e é uma figura de palavra muito usada na poesia. Ela ocorre quando um termo é substituído por outro em função de algum ponto de contato, de alguma semelhança entre eles. Se o primeiro verso do poema de Camões fosse: o calor do amor arde como o calor do fogo , ele estaria fazendo uma comparação. Camões preferiu escrever uma metáfora. No poema de Quintana, se a opção fosse a comparação ficaria assim: Os poemas chegam não se sabe de onde como os pássaros chegam e não se sabe de onde.



Para comparar

Ofereça muitos poemas para a classe. Peça para os alunos compararem o efeito de sentido da comparação e da metáfora nos poemas citados aqui e nos que você, professor(a), levou para a turma.



Gilberto Gil e a metáfora

O cantor e compositor baiano Gilberto Gil escreveu uma letra para uma canção que é uma explicação poética para metáfora . A canção está gravada nos discos Gil Luminoso (1999) e Um banda um (1982) e é possível escutá-la em http://www.gilbertogil.com.br/sec_discografia_view.php?id=51



Leia a letra da música para a classe e, depois, se possível, leve o disco ou acesse na internet para juntos cantarem a canção.

1. Peça para que interpretem os seis versos iniciais.

2. Pergunte se concordam com os versos:



Por isso, não se meta a exigir do poeta

Que determine o conteúdo em sua lata

Na lata do poeta tudonada cabe

Pois ao poeta cabe fazer

Com que na lata venha caber

O incabível



3. Solicite que expliquem por que tudonada está escrito como se fosse uma palavra só?



Metáfora (Gilberto Gil)



Uma lata existe para conter algo

Mas quando o poeta diz: "Lata"

Pode estar querendo dizer o incontível



Uma meta existe para ser um alvo

Mas quando o poeta diz: "Meta"

Pode estar querendo dizer o inatingível



Por isso, não se meta a exigir do poeta

Que determine o conteúdo em sua lata

Na lata do poeta tudonada cabe

Pois ao poeta cabe fazer

Com que na lata venha caber

O incabível



Deixe a meta do poeta, não discuta

Deixe a sua meta fora da disputa

Meta dentro e fora, lata absoluta

Deixe-a simplesmente metáfora



A lata do poeta

Leve uma lata média ou um balde com alça para a classe. Oriente os alunos para decorar a lata por fora, pintando-a ou recobrindo-a com papel colorido. Ela será a Lata do Poeta, onde tudonada cabe.



O que vai dentro da Lata do Poeta?

Organize um acervo de livros de poesia ou cópias de poemas de diferentes poetas. Exponha os livros e os poemas sobre um tecido bem bonito no chão da sala de aula e solicite que cada aluno selecione metáforas nos poemas expostos. Para isso, eles terão de ler vários. Deixe-os escolher à vontade. Este momento não pode ser apressado. Planeje um tempo para a atividade. As metáforas deverão ser copiadas em papel cartão, com letra bonita, e jogadas dentro da Lata do Poeta . A lata (ou balde) ficará pendurada no pátio da escola. Os colegas das outras turmas, além de professores, funcionários e pais serão convidados a jogar mais metáforas dentro da Lata do Poeta.



Metáfora, literatura e cinema

O filme O carteiro e o poeta (Il postino, 1994), de Michael Radford, narra a história (fictícia) da amizade entre o poeta chileno Pablo Neruda e Mario Ruppuolo. Filme poético sobre os extremos da poesia em que Mario (Massimo Troisi) é um carteiro que, ao fazer amizade com o grande poeta Neruda (então exilado político), vira seu carteiro particular e acredita que ele pode se tornar seu cúmplice para conquistar o coração de uma donzela. Descobre, assim, a poesia que sempre existiu em si. O filme baseia-se no livro Ardiente Paciencia (1985), do escritor chileno Antonio Skarmeta. No Brasil, foi editado pela Record com o título O Carteiro e o Poeta .



Se possível, leve o livro e o filme para a classe e programe uma sessão de cinema. Há diálogos maravilhosos entre o poeta e o carteiro no livro e no filme. Um deles é sobre metáfora, que o filme reproduz fielmente:



O carteiro e o poeta



- Metáforas, homem!

- Que são essas coisas?

O poeta colocou a mão sobre o ombro do rapaz.

- Para esclarecer mais ou menos de maneira imprecisa, são modos de dizer uma coisa comparando-a com outra.

- Dê-me um exemplo...

Neruda olhou o relógio e suspirou.

- Bem, quando você diz que o céu está chorando. O que é que você quer dizer com isto?

- Ora, fácil! Que está chovendo, ué!

- Bem, isso é uma metáfora.

- E por que se chama tão complicado, se é uma coisa tão fácil?

- Porque os nomes não têm nada a ver com a simplicidade ou a complexidade das coisas.

(O Carteiro e o Poeta, Antonio Skármeta)



Poesia e cinema

Organize outra sessão de cinema com debate. Desta vez com o filme A Sociedade dos Poetas Mortos (Dead Poets Society), EUA, 1989. Direção de Peter Weir. Com Robin Williams, Robert Sean Leonard, Ethan Hawke e Josh Charles. O filme conta a história de um professor que fez com que os estudantes se encantassem com a literatura. Segundo ele, o que dá sentido à vida tem a ver com o espírito e com o prazer, e a literatura, incluindo aí a poesia, são fontes riquíssimas desses elementos.



Preparar um poema para ler para os outros

Falar para um público não é tarefa fácil, principalmente para os mais inibidos. Este momento tem como objetivo desenvolver a oralidade. Sabemos que para expor um assunto oralmente é importante a preparação anterior. Assim, dê um tempo para os alunos se prepararem para falar:

Peça que os alunos escolham poemas para declamar. Os poemas podem ser escolhidos entre todos os que você, professor(a), já ofereceu ou a escolha pode ser feita em casa, na biblioteca da escola, ou em pesquisa na internet.

Os alunos devem levar os poemas escolhidos para casa e ensaiar sua leitura em voz alta. Desafie-os a decorar os poemas.



Sarau

Em data marcada previamente, organize um sarau para eles se apresentarem, declamando os poemas, que podem ser lidos ou falados de cor. Explique para a classe o que é sarau. Antigamente os saraus eram manifestações artísticas de teatro, dança, música e poesia apresentadas para nobres e reis. Hoje continua sendo encontro literário, com a reunião de pessoas para recitação e audição de obras em prosa ou verso.



Avaliação

Este é o momento de saber se eles, de fato, aprenderam aquilo que você queria que aprendessem. Se não aconteceu, você deve buscar as causas e reorientar a prática.



Atividade de avaliação

Produção de texto - Por meio dos textos que os alunos irão produzir, você avaliará o que compreenderam do que foi estudado e se os seus objetivos de aprendizagem foram atingidos. Ensine que nenhum texto nasce pronto. Para ficar bom, é preciso escrevê-lo e reescrevê-lo muitas vezes, como fazem os bons escritores.

Diga à classe que cada um planeje o que vai escrever, faça rascunho, revise e finalmente passe a limpo seu poema. Reúna as produções dos alunos e exponha-as num mural ou organize uma antologia:



1. Metáfora - Solicite que escrevam um texto expositivo, em prosa, para o 7° ano em que explicam o que é metáfora. Depois de pronto, marque um encontro com os colegas da outra série. Avise que os textos serão avaliados por esses colegas. O leitor é que dirá se entendeu a explicação sobre metáfora dada no texto lido por ele. Será considerado bom o texto que conseguir dar uma explicação satisfatória para o leitor do 7° ano.



2. Imite o poeta - Peça que produzam um poema com metáforas. Esse texto deve ser em versos, distribuídos em estrofes, com rima. Enfatize que poesia é invenção.



Anexos

Metáforas

Abaixo seguem textos que podem auxiliá-lo no estudo sobre metáfora.



Emprego de uma palavra em sentido diferente do próprio por analogia ou semelhança: Esta cantora é um rouxinol ( a analogia está na maviosidade). (dic. Michaelis)



Tropo que consiste na transferência de uma palavra para um âmbito semântico que não é o do objeto que ela designa, e que se fundamenta numa relação de semelhança subentendida entre o sentido próprio e o figurado. (Por metáfora, chama-se raposa a uma pessoa astuta, ou se designa a juventude primavera da vida.) (dic. Aurélio)



É a figura de linguagem que consiste na transferência de um termo para um âmbito de significação que não é o seu; ao contrário da metonímia não se fundamenta numa relação objetiva entre a significação própria e a figurada, mas, sim, numa relação toda subjetiva, criada no trabalho mental de apreensão; ex.: o último ouro do sol morre na cerração (Bilac). A metáfora tem uma função expressiva, que é pôr em destaque aspectos que o termo próprio não é capaz de evocar por si mesmo; assim, a última luz do sol não ressaltaria a tonalidade especial da luz solar ao crepúsculo. A metáfora é, por isso, um recurso corrente na linguagem e essencial na poesia. A seu lado, há a comparação assimilativa ou símile, em que se obtém esse destaque pelo cotejo de dois termos; ex.: a luz do sol é como ouro na cerração.

A metáfora é um fato de sincronia e só existe quando o termo tem a significação própria nitidamente distinta da do termo que é substituído. Quando figura sistematicamente numa expressão como idiotismo, perde a força evocativa, porque o termo, em princípio metafórico, está idiomaticamente imposto na expressão (ex.: cabeça de alfinete); tem-se então uma fossilização, e a metáfora só se torna patente em formulações ad hoc (ex.: são idéias de uma cabeça de alfinete). Na diacronia, as metáforas entram na evolução semântica e o termo incorpora a significação, de início metafórica, na significação própria, cuja polissemia - a) aumenta, ou - b) não, conforme a antiga significação própria - a) se mantém, ou - b) se esvai (exs.: a) serra para conjunto de montanhas e para ferramenta ; b) flagelo (cf. lat.flagellum chicote ). - J. Mattoso Camara Jr.



TIGRESA

uma tigresa de unhas negras

e íris cor de mel

uma mulher uma beleza

que me aconteceu

(Tigresa, Caetano Veloso)



O poeta, ao chamar de tigresa a mulher a quem dedica a canção, constrói uma figura de palavra, ou seja, uma figura que consiste na associação entre os elementos mulher e tigresa. Essa associação nos permite uma transferência de significados, a ponto de usarmos tigresa por mulher (que, obviamente, é sensual, insinuante, felina).

A seqüência associativa percorre os seguintes passos:

1o) a mulher é como uma tigresa

2o) a mulher é uma tigresa

3o) uma tigresa

em que de uma comparação inicial se chega à substituição de uma palavra por outra. Temos, assim, uma figura de palavra denominada metáfora.

(José de Nicola e Ulisses Infante)



Qualquer palavra não serve: é preciso encontrar aquela que, não traindo o sentimento a ponto de o destruir, consiga sugeri-lo tão completamente quanto possível. Palavra ambígua, capaz de dizer sem dizer, de sugerir mais que transmitir, em decorrência da natureza polivalente e difusa da vivência interior. Tudo isso, afinal, constitui a metáfora, o símbolo. A poesia é a expressão do eu pela palavra metafórica, vale dizer, permanente substituição, ambigüidade, dar a entender, parecença com; jamais o termo direto, a palavra do sentido único e preciso. (Massaud Moisés)



A existência de similitudes no mundo objetivo, a incapacidade de abstração absoluta, a pobreza relativa do vocabulário disponível em contraste com a riqueza e a numerosidade das idéias a transmitir e, ainda, o prazer estético da caracterização pitoresca constituem as motivações da metáfora.



Em síntese - didática -, pode-se definir a metáfora como a figura de significação (tropo) que consiste em dizer que uma coisa (A) é outra (B), em virtude de qualquer semelhança percebida pelo espírito entre um traço característico de A e o atributo predominante, atributo por excelência, de B, feita a exclusão de outros, secundários por não convenientes à caracterização do termo próprio A . Ora, a experiência e o espírito de observação nos ensinam que os objetos, seres, coisas presentes na natureza - fonte primacial das nossas impressões - impõem-se-nos aos sentidos por certos traços distintivos. A pedra preciosa esmeralda tem como atributo predominante a sua cor verde, de brilho muito particular. Então, uns olhos com essa mesma tonalidade podem levar a uma associação por semelhança, da qual resulta a metáfora: seus olhos (A) são duas esmeraldas (B).

Do ponto de vista puramente formal, a metáfora é, em essência, uma comparação implícita, isto é, destituída de partículas conectivas comparativas (como, tal qual, tal como) ou não estruturada numa frase cujo verbo seja parecer, semelhar, assemelhar-se, sugerir, dar a impressão de ou um equivalente desses. Assim, seus olhos são como (parecem, assemelham-se a, dão a impressão de) duas esmeraldas é uma comparação ou símile.



Analogia e comparação

A analogia é uma semelhança parcial que sugere uma semelhança oculta, mais completa. Na comparação, as semelhanças são reais, sensíveis, expressas numa forma verbal própria, em que entram normalmente os chamados conectivos de comparação ( como, quanto, do que, tal qual), substituídos, às vezes, por expressões equivalentes (certos verbos como parecer , lembrar , dar uma idéia , assemelhar-se : Esta casa parece um forno, de tão quente que é. ). Na analogia, as semelhanças são apenas imaginárias. Por meio dela, se tenta explicar o desconhecido pelo conhecido, o que nos é estranho pelo que nos é familiar; por isso, tem grande valor didático. Sua estrutura gramatical inclui com freqüência expressões próprias da comparação (como, tal, semelhante a, parecido com, etc. Para dar à criança uma idéia do que é o Sol como fonte de calor, observe-se o processo analógico adotado pelo Autor do seguinte trecho:



O Sol é muitíssimo maior do que a Terra, e está ainda tão quente que é como uma enorme bola incandescente, que inunda o espaço em torno com luz e calor.

Sol tão quente, que é como uma enorme bola incandescente é, quanto à forma, uma comparação, mas, em essência é uma analogia: tenta-se explicar o desconhecido (Sol) pelo conhecido (bola incandescente), sendo a semelhança apenas parcial (há outras, enormes, diferenças entre o Sol e uma bola de fogo). (Othon M. Garcia)



Adendos

Quando for ensinar linguagem poética:

- Selecione poemas não só pela temática, mas, sobretudo, pela sonoridade e/ou metáforas.

- Proponha sempre a leitura de poemas em voz alta para a percepção auditiva da sonoridade e ritmo dos versos.

- Compare a objetividade da linguagem científica com a subjetividade da linguagem da poesia. A poesia é expressão da subjetividade do poeta. Caracteriza-se, portanto, pela linguagem criativa e metafórica. Seu estudo não pode ser reduzido apenas ao estudo de rimas, versos e estrofes. É preciso ir além disso, explorando os recursos que dão efeito sonoro, como a aliteração e a assonância, e o sentido conotativo e o caráter polissêmico das palavras.

- Mostre que o trabalho do poeta é árduo e que a linguagem poética tem um caráter subversivo, como nos casos em que há desobediência às normas da língua.